A ausência de Neymar tem um grande impacto no desempenho do Santos no Campeonato Brasileiro. Levantamento do SofaScore, em parceria com o Diário do Peixe, mostra que o aproveitamento do time cai de 46,1% para 18,5% quando o camisa 10 não joga.

Os números referentes apenas no Brasileirão de 2025 são claros: com Neymar em campo foram 13 partidas (5 vitórias, 3 empates e 5 derrotas), totalizando 46,1% de aproveitamento; sem ele, em 9 duelos, o time soma 1 vitória, 2 empates e 6 derrotas, com 18,5% de aproveitamento.

A influência do jogador aparece também nas estatísticas ofensivas: o Santos tem média de 1,0 gol por jogo com Neymar e 0,9 sem ele; cria 2,0 grandes chances por partida com o craque em campo contra 1,2 quando ele está ausente. Curiosamente, o número de finalizações é maior sem Neymar (14,1 x 10,9), o que sugere menor eficiência e menos qualidade nas chances criadas. Além disso, o time sofre mais faltas com Neymar (média de 15,3) do que sem ele (13,8). As médias das notas do SofaScore ficam muito próximas: 6,86 com Neymar e 6,88 sem ele.

Visão geral no Brasileirão (até aqui) – somando as 22 partidas analisadas (13 com Neymar + 9 sem): o Santos tem 6 vitórias, 5 empates e 11 derrotas, com 23 pontos em 66 possíveis, o que representa 34,8% de aproveitamento geral no torneio. A média de gols por jogo no campeonato está em aproximadamente 1,0, enquanto a criação média de grandes chances é de 1,7 por partida e o time finaliza cerca de 12,2 vezes a cada jogo.

Ao considerar toda a temporada de 2025, os números do Santos reforçam ainda mais a importância de Neymar. Com o camisa 10 em campo, foram 21 jogos, com 9 vitórias, 6 empates e 6 derrotas, alcançando 52,4% de aproveitamento. Nesse período, a equipe registrou média de 1,2 gol por partida, criou 2,2 grandes chances a cada jogo e finalizou 15,6 vezes. Além disso, sofreu em média 14,7 faltas, reflexo da intensidade ofensiva puxada pelo camisa 10.

Sem Neymar, o desempenho despenca: em 11 partidas, o Santos venceu apenas uma vez, empatou três e perdeu sete, com 18,2% de aproveitamento. A produção ofensiva também cai: são 0,9 gols por jogo, 1,3 grandes chances criadas e 13,3 finalizações em média, números bem inferiores ao período com o craque em campo.