
Nelsinho Baptista era o técnico do Santos no 7 a 1 diante do Corinthians (Crédito: Fifa.com)
O Campeonato Brasileiro de 2005 ficou marcado pelo escândalo da máfia do apito, esquema de manipulação de resultados que envolveu o árbitro Edílson Pereira de Carvalho, e pela goleada de 7 a 1 sofrida pelo Santos diante do Corinthians, no dia 6 de novembro daquele ano.
A inexplicável derrota levantou suspeitas sobre uma possível entrega de resultado do Santos com o objetivo de derrubar o então técnico Nelsinho Baptista, que tinha um relacionamento ruim com alguns jogadores do Peixe.
Nesta quarta-feira, o árbitro do jogo, Evandro Román, “confirmou” as suspeitas. Durante sessão da Comissão de Educação da Câmara, o hoje deputado federal pelo Patriotas do Paraná, comparou a situação do presidente do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) com o que ele viu naquela tarde no estádio do Pacaembu, em São Paulo.
“Vou cometer uma inconfidência aqui. Vocês sabem que eu fui árbitro durante 25 anos. Quero que busquem no Youtube o jogo que foi realizado no dia 06/11/2005, um 7 a 1 que ocorreu, número sugestivo, em Corinthians x Santos. Neste jogo, dentro de campo, liderados por um dos jogadores do Santos, eles fizeram um conluio, não com todos, mas para derrubar o treinador, que na época era o Nelsinho Baptista. Eles iam perder um jogo no interior de São Paulo? Não. Eles tinham que perder o jogo para o maior rival, que era o Corinthians. E entregaram. Perderam de 7 a 1 “, afirmou Evandro Román.
O ex-árbitro não citou o nome do jogador que teria liderado o boicote. O Peixe jogou naquela partida com Saulo; Paulo César, Halisson (Wendell), Rogério e Kléber; Fabinho (Mateus), Heleno, Ricardinho e Giovanni; Genílson e Luizão (Basílio).