Atlético Nacional tenta permanência de Morelos, mas encontra dificuldades financeiras

Morelos tem contrato na Colômbia até 31 de dezembro de 2025 (Foto: Divulgação / Atlético Nacional)

O atacante Alfredo Morelos manifestou o desejo de permanecer no Atlético Nacional, da Colômbia, onde se consolidou como um dos principais nomes do elenco nas últimas duas temporadas. O jogador pertence ao Santos e está emprestado ao clube de Medellín até o fim deste ano.

O Diário do Peixe apurou que a diretoria colombiana busca alternativas para viabilizar a permanência do atleta, mas enfrenta dificuldades financeiras. O Atlético Nacional considera os valores envolvidos altos para o momento e analisa formatos que possam atender às exigências do Santos.

O Peixe, por sua vez, já não vê com bons olhos uma nova prorrogação de empréstimo. O clube entende que Morelos valorizou seu passe após o bom desempenho na Colômbia e enxerga uma venda como caminho mais interessante. A postura é diferente da adotada em janeiro de 2025, quando a diretoria santista aceitou renovar o vínculo por mais um ano justamente pelo pedido do próprio jogador, que desejava continuar no Atlético.

Os valores estipulados pelo Santos no contrato não foram divulgados, mas a informação recebida pelo Diário do Peixe é que estão fora da realidade do clube colombiano. Atualmente, o Peixe arca com 70% do salário do atacante, que gira em torno de um milhão.

No Atlético Nacional, Morelos acumula 74 partidas entre 2024 e 2025, com 27 gols e 13 assistências, totalizando 40 participações diretas em gols. Os números o colocaram como peça importante no elenco e aumentaram a vontade do atleta em seguir no clube.

No Santos, o cenário foi distinto. Contratado em agosto de 2023, o centroavante conviveu com problemas físicos e perdeu espaço. Em 2024, sob o comando de Fábio Carille, atuou em apenas 17 jogos, marcando quatro gols e dando uma assistência.

Com contrato até o fim de 2026, o futuro de Morelos segue em aberto. O Atlético Nacional trabalha para encontrar alternativas, mas depende de um acordo financeiro para conseguir mantê-lo em Medellín.