
Soteldo lutou, mas não conseguiu desequilibrar como em outras vezes (Crédito: Ivan Storti/Santos FC)
Treinador promove muitas mudanças na equipe, volta a escalar três zagueiros e Peixe acaba derrotado na Arena da Baixada. Confira as atuações.
Everson – Foi pouco exigido com as mãos e não teve culpa do gol do Athletico. Com os pés, acabou sendo muito acionado devido a marcação alta do adversário. NOTA 5.5
Pará – No ataque quase não foi visto. Na defesa, não comprometeu. NOTA 5
Felipe Aguilar – Era quem estava marcando Marco Ruben no gol athleticano, mas prefiro enxergar o lance como mérito do atacante rubro-negro. NOTA 5
Gustavo Henrique – No primeiro tempo, fez grande partida, tanto pelo chão como pelo alto. Mas na segunda etapa caiu de rendimento, assim como toda a equipe. NOTA 5.5
Luan Peres – Jogou novamente improvisado na lateral esquerda, mas desta vez não foi bem. O gol do Athletico foi do seu lado. Sofreu demais para acompanhar o rápido Rony e acabou expulso na metade do 2º tempo, “matando” o Peixe na partida. NOTA 3
Alison – Sem Sánchez, ficou sobrecarregado na marcação, pois Pituca estava atuando um pouco mais a frente. Teve também certa dificuldade com a saída de bola, pois o Athletico fez uma marcação alta. NOTA 5
Felipe Jonatan – Pouco tempo em campo. SEM NOTA
Evandro – Fazia uma boa partida, com muita movimentação e ainda ajuda na marcação, mas acabou saindo nos minutos finais do primeiro tempo (não se sabe ainda se por opção de Jorge Sampaoli ou por lesão). NOTA 5.5
Eduardo Sasha – Logo que entrou na partida, chegou aparecendo com um chute cruzado. Mas depois não foi quase mais visto em campo. NOTA 4.5
Diego Pituca – Seu melhor momento na partida foi um chute de longa distância que passou próximo da trave, pois na armação pouco apareceu e na marcação foi outro atleta que sofreu com o rápido ataque adversário. NOTA 4.5
Marinho – Atuação apagada do atacante, que ainda desperdiçou de cabeça a melhor oportunidade da equipe na partida. NOTA 5
Soteldo – Muita correria e dribles, mas faltou ser mais agudo, buscar mais ogol. NOTA 5
Jean Mota – Esforçado, correu muito e ajudou na marcação. Fez uma partida de muita entrega, mas faltou ter ao seu lado companheiros mais inspirados. NOTA 6
Carlos Sánchez – Pouco tempo em campo. SEM NOTA
Jorge Sampaoli – Fez muitas mudanças na equipe titular e a opção por mais uma vez colocar um zagueiro como lateral não deu certo. O time além de pouco explorar os alas, ainda sofreu com o rápido ataque athleticano. Para piorar, assim como em outros jogos, o defensor improvisado como lateral foi expulso. Outro erro foi ter deixado Carlos Sánchez no banco, opção que só mesmo Sampaoli pode explicar o motivo que parece ser inexplicável. NOTA 3
O Sampaoli vinha numa sequência boa, depois de adotar uma equipe base e jogar de forma mais convencional. Isso foi suficiente para que ressuscitasse a sua formação suicida, com o zagueiro/lateral (não deu certo com Veríssimo pela direita, não deu certo comLuan Peres pela esquerda). O lateral improvisado não tem habilidade para fazer a passagem para apoiar o ataque e nem velocidade para acompanhar o atacante de lado do adversário (antigo ponta), que geralmente e rápido. A apenas dois jogos para terminar a competição, abandonou uma base que vinha dando bons resultados, fez várias alterações na equipe, inclusive com improvisação de jogador, ou para poupar jogadores temendo o Flamengo ou para largar o Santos. Principal estrela da equipe, o Sampaoli foi o grande reforço da temporada. Fez o time jogar de forma ofensiva, treinou bem a equipe, mas tem seus defeitos. Indica mal, insiste nessa formação de zagueiro improvisado de lateral, faz muitas alterações na escalação da equipe, com improvisações, quando escal mal, demora muito para fazer a leitura do que está acontecendo e, quando mexe na equipe, substitui mal. Parece que fica mais preocupado em fazer performance teatral na lateral do campo e reclamar da arbitragem do que em analisar sua equipe. O “pacote” Sampaoli trouxe junto problemas que a teimosia do técnico não permitiu superar. Bom técnico, mas não sabe ser competitivo. Perigo de levar uma sapatada do Flamengo dentro de casa.
Sou um dos maiores defensores do Sampaoli, acho que sem ele o Santos estaria na segunda parte da tabela, mas com essa história de três zagueiros perdemos, salvo engano, uns 18 pontos.
Ditado popular, “Laranja madura na beira da estrada, ta bichada ou tem marimbondo no pé”, já sabemos porque Sampaoli não treina nenhum time na Europa.
Esta na hora do carequinha sentir o calor da acolhida da torcida dos coqueirinhos.