Bustos foi apresentado nesta quarta-feira (Crédito: Ivan Storti/Santos FC)

O novo técnico do Santos, Fabián Bustos, falou sobre o imediatismo de resultados no futebol brasileiro e a pressão da torcida na sua entrevista coletiva de apresentação nesta quarta-feira.

“O imediatismo existe. Jogamos uma partida importante no sábado, possivelmente a Copa do Brasil no meio de semana e isso é complicado. É um orgulho chegar no futebol brasileiro, no futebol mais difícil do continente, e não temos muito tempo para falar. Temos que trabalhar, evoluir e conseguirmos resultados com inteligência. Pedimos apoio ao processo à nossa torcida, dando mais crédito aos jogadores”, afirma Bustos.

“Joguei aqui e vi muitas partidas antes da pandemia. É fundamental o apoio da torcida pressionando rival e árbitro. E se não ganharmos, a pressão chega a nós. Temos que estar todos unidos. Santos não é diretoria, elenco e comissão, Santos é tudo. Todos juntos. Enfrentei Flamengo em 2020, Fluminense, Flamengo novamente e Santos. Vi muito Brasileirão, muita Copa do Brasil e vejo que há muito equilíbrio”, comentou o ex-jogador.

“Eu vi a Chapecoense ontem contra o Moto Club, por exemplo, muito equilibrado. Grêmio foi eliminado também. Futebol brasileiro é intenso, complicado, e podemos evoluir taticamente. Porque capacidade técnica é a maior do continente. Temos que equilibrar com trabalho e tática, sempre competindo. Temos que recuperar a história desse clube. Buscaremos construir uma equipe que tenha maior competitividade e lute onde a torcida quer”, revelou o treinador.

Depois do empate em 2 a 2 com o Novorizontino pelo Paulistão, a torcida do Santos realizou protestos na Vila Belmiro. A equipe corre risco de rebaixamento no estadual e vai enfrentar Ferroviária e Palmeiras fora de casa e Água Santa na Vila antes do término da primeira fase da competição. Além disso, terá duelo decisivo contra o Fluminense-PI pela segunda fase da Copa do Brasil.