Elenco do Santos deixou o campo sob ataque de bombas (Crédito: Guilherme Lesnok)

A Conmebol protocolou, nesta quinta-feira (8), três processos disciplinares envolvendo casos da partida entre Santos e Newell’s Old Boys, pela Copa Sul-Americana, na terça-feira (6) passada. A informação foi inicialmente publicada pela Gazeta Esportiva e confirmada pelo DIÁRIO DO PEIXE.

O primeiro caso investigado é de racismo. Em imagens que circulam nas redes sociais, um torcedor abriu em seu celular uma imagem de banana nas redes sociais e mostraram para os santistas. Além disso, uma mulher, com criança no colo, fez gestos racistas, imitando um macaco.

Nesta quarta-feira (7), a entidade máxima do futebol Sul-Americano divulgou uma campanha contra o racismo. Nos confrontos entre Nacional x Internacional e River Plate x Fluminense, a Conmebol divulgou a frase: “Que o racismo não ofusque o belo do futebol”.

“A CONMEBOL continua levantando a voz e lembrando a todos os envolvidos no esporte que a cor da pele, a raça, a etnia e os costumes não podem ser utilizados como desculpa para provocações. Qualquer comportamento que possa prejudicar a coexistência pacífica dos seres humanos é inaceitável. Nossas diferenças nos tornam únicos, e esse é o valor que devemos exaltar, sempre unidos pela mesma paixão em cada jogo, em cada gol, em cada abraço e comemoração, deixando claro que o futebol inclui, não separa“, disse Alejandro Domínguez, presidente da Conmebol.

É importante lembrar que, em 9 de maio de 2022, o Conselho da Confederação Sul-Americana de Futebol modificou o artigo 15 do Código Disciplinar, aumentando as penalidades para atos discriminatórios. Essa alteração entrou em vigor no mesmo dia de sua emissão.

Essa nova pena pode ser aplicada em multa para o clube “cujos torcedores insultarem ou atentarem contra a dignidade humana de outra pessoa ou grupo de pessoas, por qualquer meio”. Os valores giram em torno de 100 mil dólares (cerca de R$ 500 mil) e 400 mil dólares, em caso de reincidência.

Bomba e dinheiro rasgado

Outra ação investigada envolve um torcedor do Santos. Também nas redes sociais, uma imagem vazada mostra um torcedor rasgando dinheiro e apontando para arquibancada visitante. Segundo a Conmebol, o ato é considerado como discriminação.

Por fim, os protestos dos torcedores do Santos foram considerados “gravíssimos”. Ao término do confronto, o setor destinado as torcidas organizadas do Santos atiraram bombas no gramado. Imediatamente a Polícia Militar foi acionada e tentou controlar a situação. Após autorizar a saída dos jogadores, novas bombas foram ateadas e o clima ficou ainda mais pesado.

A PM jogou gás de pimenta para tentar acalmar os ânimos. O técnico do Newell’s Old Boys, Gabriel Heinze, teve de ser escoltado para conseguir chegar até a sala de imprensa e não gostou do tratamento. Irritado, ele pediu respeito durante a entrevista.

O ônibus do Santos também sofreu. Vários objetos foram atirados na direção do veículo, que ficou amassado e teve vidros quebrados. O ônibus deixou a Vila Belmiro escoltado por policiais.

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