O atacante Rodrygo foi o jogador mais jovem da equipe titular do Santos contra o Botafogo (Crédito: Pedro Ernesto Guerra Azevedo/SantosFC)

Após o empate em 0 a 0 com o Botafogo neste sábado, no estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro, o técnico Cuca destacou a juventude do elenco santista e revelou a necessidade de trabalhar o lado psicológico do elenco para tirar o Santos da zona de rebaixamento no Campeonato Brasileiro.

“É um time muito jovem. Se você buscar a média de idade vai bater 23, 24, se tanto ainda. Tem que ter cuidado, paciência. Esse empate não era o que a gente queria, mas é um ponto fora de casa, que psicologicamente te favorece e você sobe duas posições. Tem coisas a corrigir, mas tiveram coisas boas também”, afirmou o treinador santista.

Na verdade, a equipe titular na partida contra o Botafogo teve média de idade acima dos 27 anos.

O treinador santista destacou uma conversa com os jogadores relacionados na noite de sexta, já que terá pouco tempo de treino para trabalhar no campo. O Peixe se reapresenta na tarde desta segunda-feira e viaja para o Ceará logo após o treino da manhã de terça. Na quarta enfrenta o Ceará e, no domingo, tem compromisso contra o Atlético-MG, também fora de casa.

“Ontem à noite (sexta) conversamos muito só eu e eles. Expomos muitas coisas, ouvimos e entendemos também. Não falta entrega, faltam algumas coisas que o trabalho vai por no trilho, mas hoje você não tem tempo pra trabalhar porque tem nove jogos no mês e jogos importantíssimos. Você não tem um elenco experiente pra administrar isso”, afirmou o treinador.

Cuca destacou também a importância de contar com o apoio da torcida e revelou receio de que uma pressão ainda maior possa atrapalhar ainda mais o desempenho da equipe.

“O time menor quando entra na zona do rebaixamento não se abala muito porque é uma situação que eles vivem. Já o grande quando entra, quem mais se abala é a torcida, dá um medo enorme. Nós temos um turno inteiro e mais duas rodadas, mas temos que ter tranquilidade. Se pressionar é pior, ainda mais quando se tratam de jovens”, analisou o técnico.