O técnico Cuca terá uma “dor de cabeça boa” para a sequência da temporada: escolher entre Madson e Pará para ocupar a lateral direita titular do Santos.
Madson tem aproveitado bem as oportunidades que ganhou pela lesão de Pará. O jogador, que chegou ao Santos nessa temporada, marcou mais um gol na vitória contra o Bahia, seu quarto na temporada, fazendo com que os torcedores santista desejar sua permanência como titular.
Na entrevista coletiva virtual depois do jogo, o técnico Cuca fez elogios a Madson, mas também fez questão de lembrar as qualidades de Pará. Para o treinador, os dois são tão polivalentes que podem jogar juntos muita vezes.
“Madson é um jogador importante para nós. Não temos que ter 11, temos que ter um grupo. 15 ou 16 do mesmo nível”, opinou.
“Madson é polivalente, fez gol contra o Corinthians na segunda linha pela direita. Pará já jogou como terceiro zagueiro e volante. Temos usado a polivalência. Disputam posição e jogam em outras. Como temos elenco curto, podem ser utilizados juntos algumas vezes também”.
Pará ainda se recupera de lesão na coxa e deve ficar à disposição de Cuca já para o jogo contra o Ceará, nesta quarta-feira, pela Copa do Brasil. O Santos precisa ganhar no Castelão para garantir a vaga nas quartas de final. Em caso de empate, a decisão será na disputa dos pênaltis.

O Madson vem fazendo boas partidas. Jogador de bom arranque, velocidade, bom no jogo aéreo e ainda tem presença de área melhor do que o Kaio Jorge. Só falta o Cuca inventar de colocar o veterano Para. Falavam tanto da deficiência defensiva do Madson, mas parece que ele deu uma evoluída nesse quesito. Problema é o outro lado, na lateral esquerda, onde não tem reposicao para o Felipe Jonatan E por ali que todos os adversários atacam pois sabem que é o ponto mais vulnerável da defesa santista. Felipe Jnatan e Luan Peres formam um lado esquerdo bem fraco, sem contar que o Soteldo volta pouco e não tem porte físico para barrar o avanço do lateral adversário. No lado direito o Marinho, que também é baixo, tem mais força física e ajuda na marcação. O Madson teve que esperar muito para ter uma chance. O Jobson só agora, depois de muito tempo, foi colocado como segundo volante, mais à frente. Só depois de muitas partidas perdendo o meio de campo, o Cuca colocou um meia (está certo que o Jean Mota não é “o meia” , mas é um meia de origem, ao contrário do improvisado Arthur Gomes). Enfim, o Cuca demora para perceber o que fazer com as peças que tem em mãos. Agora o Cuca liberou o meia Ceará sem dar uma oportunidadecreal para que o garoto fosse testado. O Cuca é muito devagar.