
Poucos mais de 16 mil sócios estavam aptos na última eleição do Santos (Crédito: Ivan Storti/SantosFC)
Um dos pontos discutidos pelo Conselho Deliberativo do Santos na reunião da noite desta terça-feira foi o parecer da comissão especial criada para analisar, entre outras coisas, o funcionamento do programa de sócios do clube. Com diversos problemas encontrados, o Conselho sugeriu a contratação de uma auditoria para fiscalizar o cadastro de olho no processo eleitoral de 2020.
A eleição para a presidência do Santos acontece em dezembro do ano que vem. Os torcedores interessados em participar do processo tem até o dia 5 de dezembro para fazerem a associação ao clube. Sócios com cadastro após o período não terão direito a voto em 2020.
Nas últimas eleições, o final do prazo provocou uma corrida para as associações, com diversos problemas como a inscrição de nomes fakes, como Al Capone, e de um grupo de chineses. Em 2017, o clube 16.009 sócios aptos a votarem nas eleições.
Entre os problemas encontrados pela comissão especial estão o alto número de sócios com cadastro incompleto. Pelo documento, o Santos tinha 25.098 sócios adimplentes em 30 de julho deste ano. Deste total, 5.098 estavam sem CPF ou com CPF inválido. No início do ano, quando começou o contrato do clube com a Feng, o número era de 7.237.
O relatório apontou que 76,38% dos sócios são da categoria Silver, 18,66% da categoria Gold, 3,21 do plano TOP e 1,75% do plano black. No primeiro semestre, o Santos teve uma receita de R$ 4,7 milhões com o programa. De acordo com a comissão, o Santos é credor de R$ 37 milhões dos próprios sócios.
Tudo culpa do presidente amador