A temporada ainda não chegou ao fim, mas o ano de 2020 já acabou
. Foi um ano conturbado, especialmente na política e o torcedor santista tem motivos para lamentar.
O DIÁRIO DO PEIXE elenco os cinco principais erros do clube no ano. Confira:
Contratação do Robinho

Robinho enfrenta processo por violência sexual (Crédito: Reprodução)
A última passagem de Robinho pelo Santos durou menos de uma semana. A contratação, firmada no dia 10 de outubro, repercutiu muito mal nas redes sociais e até entre os patrocinadores. O clube chegou a perder um parceiro no período. Robinho e Santos estão com o contrato suspenso desde 16 de outubro e ele nem chegou a jogar.
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O Peixe acerta a volta de Robinho já sabendo que o jogador estava condenado por violência sexual na Itália, em primeira instância. A polêmica ficou ainda maior quando vazaram áudios de Robinho conversando com os amigos sobre o caso. Depois da suspensão do contrato, o jogador já foi condenado em segunda instância. O presidente eleito Andres Rueda já afirmou que irá rescindir o contrato.
Reformulação nas categorias de base

Rollo promoveu reformulação na base (Crédito: Ivan Storti/Santos FC)
Quando assumiu a presidência do clube, no final de setembro, uma das primeiras providências tomadas por Orlando Rollo foi comandar uma grande reformulação nas categorias de base do clube, trazendo nomes como Élder Campos, Aarão Alves e até o filho do Rei Pelé, Edinho para trabalharem como treinadores.
Rollo justifica as mudanças dizendo que as categorias de base estavam entregues aos empresários, mas as mudanças forma alvos de muitas críticas, especialmente pelo momento em que foram feitas. Na reta final de ano, com um presidente em fim de mandato. O Santos não venceu nenhum título masculino na base em 2020.
Contratação de Jesualdo Ferreira

Jesualdo assumiu o Santos no início da temporada (Foto: Ivan Storti/Santos FC)
Depois de perder Jorge Sampaoli na virada de 2019 para 2020, o Santos foi atrás de outro técnico estrangeiro, empolgado pelo sucesso do argentino. O português Jesualdo Ferreira foi o escolhido, um treinador de 73 anos, que já estava aposentado e não dirigia um time grande da Europa há mais de uma década.
Apesar dos quase sete meses como treinador do Santos, Jesualdo Ferreira comandou a equipe em apenas 15 partidas, enfrentando dificuldades dentro de campo, nos bastidores e até no fato de ter que morar no Brasil, longe de sua família. No Peixe, ele teve seis vitórias, quatro empates e cinco derrotas, 48,9% de aproveitamento.
Novela Lucas Veríssimo

Veríssimo tem proposta para defender o Benfica (Crédito: Ivan Storti/Santos FC)
A maior novela vivida dentro do Santos neste ano tem nome: Lucas Veríssimo. O zagueiro quase se transferiu para o futebol português durante 2020 e ainda tem proposta para jogar no Benfica. O Conselho Fiscal do Santos reprovou a oferta de 6,5 milhões de euros parcelados, o que gerou uma grande insatisfação do jogador.
Chateado por mais uma vez ver a chance de jogar na Europa fracassar, Veríssimo externou seu descontentamento, chegou a ficar fora de alguns jogos do Campeonato Brasileiro por conta disso e até pediu para ficar fora de uma partida da Libertadores, mas foi convencido do contrário. Mesmo antes de assumir, a gestão Rueda tenta por um fim na novela, ficar com o jogador até o final da Libertadores e liberá-lo para o Benfica.
Temporada das Sereias da Vila

Sereias tiveram temporada irregular (Crédito: Santos FC)
A temporada das Sereias prometia muito com o anúncio de nomes como Cristiane, Erikinha, Thaisinha, entre outras atletas. O começo foi empolgante, com vitórias seguidas, mas a equipe sofreu um baque ainda da pandemia. O técnico Guilherme Giudice teve que se afastar para tratar um câncer.
Recuperado, ele voltou ao comando da equipe com o retorno do futebol, mas a temporada ficou aquém das expectativas. A equipe foi eliminada no Campeonato Paulista e no Brasileiro nas quartas de final. Terminou o ano com o título da Copa Paulista. As Sereinhas foram campeãs do Paulista Sub-17.
A recusa da venda do Veríssimo e o desempenho das Sereias não podem ser considerados erros. No caso do zagueiro, a proposta era ruim. O erro foi comprar os 5% do jogador a preço de mercado e, logo em seguida, tentar vender com deságio de 15% (porque a venda seria parcelada e o banco que iria antecipar o valor da venda iria cobrar juros e impostos). No caso das Sereias, houve um baque com o surto de COVID no elenco e com o problema de saúde do técnico.