
O presidente José Carlos Peres tenta diminuir a dívida do Santos (Crédito: Ivan Storti/Santos FC)
De acordo com matéria publicada pelo O Globo, um estudo técnico feito pela consultoria legislativa na Câmara apontou a dívida do Santos como “impagável”. De acordo com o último balanço do clube, a dívida do Peixe era de R$ 343 milhões no final de 2018.
O estudo foi pedido pelo deputado federal Pedro Paulo (DEM-RJ), relator do projeto de lei que cria o clube-empresa, e analisou a contabilidade de 19 clubes, sendo 16 da Série A, referentes a 2018 e foi baseado principalmente no relatório “Análise Econômico-Financeiro dos Clubes de Futebol em 2018 de autoria do Itaú BBA.
O estudo apontou que o tempo médio para os clubes brasileiros quitarem duas dívidas atuais é de 10 anos, mas Santos e Chapecoense, pelos números, jamais conseguiriam pagar seus passivos. O Cruzeiro, pelo estudo, levaria 200 anos. Existe uma discussão na Câmara para mais um programa de refinanciamento das dívidas dos clubes juntamento com a lei do clube-empresa.
De acordo com o Estudo, o Santos é o quinto clube entre os analisados que mais gasta com pessoal, com 58% da receita. Sport lidera a lista, com 75%, seguido pela Chapecoense (74%), Cruzeiro (69%) e Goiás (61%). O Peixe aparece ao lado da Chapecoense na lanterna da geração de receita entre os clubes analisados e na 11ª colocação entre as maiores receitas de 2018, com R$ 218 milhões (a venda de Rodrygo não foi contabilizada).
O estudo aponta que o modelo associativo engessa a busca de receitas pelos clubes e avalia que, apesar das dívidas, o mercado de futebol no Brasil é promissor aos investidores estrangeiros.
Uma coisa é certa: nessa folha de pagamento tem muitos jogadores, caros, que não dão nenhum retorno e sangram o caixa do clube. Quase todos os jogadores, mesmo os medíocres, ganham mais de R$ 200 mil. Um valor absurdo que ficou banal para a equipe profissional. Partindo desse padrão, qualquer promessa de projeto de jogador vindo do sub 20 acha que pode ganhar R$ 150 mil. Com esse salário o cara tinha que ser craque, dentre os melhores da posição, e não um pereba que ninguém quer. O Santos só consegue se livrar desses jogadores “emprestáveis” pagando o salário do pereba. Todo jogo é deficitário, pois as rendas não conseguem pagar os custos. Além disso tem as contratações polêmicas, como a do Leandro Donizete, do Cleber Reis, Rodrigao, Romário, Bryan Ruiz, Cueva, Uribe. O clube gasta mal. O que tem salvado a existência do Santos até hoje são os “raios” da grife “Meninos da Vila” que, até há alguns anos, caiam na Vila, por benevolência dos deuses do futebol. Agora parece que a fonte de raios secou, mas os perebas continuam chegando, de baciada.