André Anderson defende a Lazio (Crédito: Reprodução)

Um Menino da Vila pouco conhecido dos torcedores santistas começa a ganhar seu espaço na elite do futebol italiano. O meia André Anderson jogou sete partidas na última temporada com a camisa da Lazio, clube que o contratou em 2018 após defender o Peixe por oito anos nas categorias de base. Mas antes de começar a ganhar minutos em campo com o time de Roma, ele foi emprestado para a Salernitana.

André, que foi o artilheiro santista no Campeonato Paulista Sub-17 de 2016, com 15 gols, assinou seu primeiro contrato profissional com o Santos em novembro de 2015, aos 16 anos. O Peixe tinha a preferência para a renovação de contrato com o jogador. O coordenador das categorias de base do Santos na época, Marco Maturana, teve várias reuniões com André, mas não conseguiu convencê-lo a ficar na Vila e seu destino foi o Velho Continente.

O Peixe chegou a ameaçar notificar a Fifa sobre a situação, mas por insistência do próprio atacante foi feito um acordo entre os clubes. O Santos recebeu 400 mil Euros pela transferência e ainda ficou com 20% dos direitos sobre o jogador, que agora chama a atenção no futebol italiano.

O DIÁRIO DO PEIXE conversou com o jogador de 21 anos, que falou sobre a adaptação ao futebol europeu, além do carinho que tem pelo Santos.

Começo de carreira na Europa

Está sendo um momento fantástico. Sempre foi meu sonho atuar na Europa. A adaptação a Roma não foi tão difícil pelo fato de já ter estado em Salerno por um ano. O empréstimo na primeira temporada me ajudou muito na adaptação. Roma é uma cidade que me agrada muito.

Diferença no estilo de jogo

O jogo italiano é muito tático e físico. Esses dois fatores, junto com a intensidade do jogo, são as grandes diferenças. O jogo nos exige estar sempre 100% física, técnica e taticamente. Precisei evoluir muito fisicamente e taticamente. Estar no melhor nível é fundamental para que possamos conseguir render nos jogos. O fato dos treinos terem uma intensidade muito grande nos ajuda a crescer.

Relação com o Santos

Tenho uma relação boa com o Santos. Foram oito anos de muito aprendizado e tenho muito orgulho de poder ter feito parte de um clube como o Santos. Sem dúvida que existe um carinho com o clube, pelo fato de ter sido o que me formou. Sou muito grato por isso. Não existe nenhuma mágoa ou ressentimento, só gratidão.

Possibilidade de voltar ao Brasil

Tinha esse desejo de poder estrear nos profissionais, sim. Entrar na Vila pelo time de cima seria algo que levaria para o resto da minha vida. Infelizmente não foi possível, porém me sinto feliz de ter representado essa camisa tão tradicional do futebol mundial. O futuro a Deus pertence. Obviamente que tenho um amor muito grande pelo Brasil e, futuramente, pode ser que retorne a jogar no país. Esse não é um assunto que passa pela minha cabeça agora.