
Marinho já tem seis gols pelo Peixe (Crédito: Ivan Storti/Santos FC)
Depois de constantes mudanças ao longo da temporada, Sampaoli parece ter encontrado o ataque ideal para o time do Santos. Nas últimas quatro partidas do Peixe, Soteldo, Marinho e Sasha, o trio SMS, começou como titular. Apesar disso, Marinho sabe que outros jogadores também têm qualidade para começarem jogando.
“O Sampaoli muda muito. Ele deu uma segurada, não que tenha achado o ataque certo, mas está sendo um ataque mais eficiente. Todos que tiveram chances de jogar, foram bem. Os que entram estão dando conta e o que estão, vão muito bem”, afirmou o atacante.
O atacante santista também deixou claro que vive a melhor fase da carreira. Já são seis gols em 22 jogos pelo Santos, com muito carinho dos torcedores.
“Cada jogador tem fases. Eu tive uma fase brilhante em 2016, jogando no Vitória. Hoje, o momento é muito bom, jogando numa grande equipe como Santos. Sei que não estou aqui desde o início, cheguei na metade do Campeonato. Tenho conseguido, com muito trabalho. Vivo o melhor momento. Fazendo bons jogos, gols”, que brinca sobre os comentários de que é o Robben brasileiro.
“Acho legal. Sempre falei que era muito fã do Robben. É um cara que me inspira. Todo mundo fala que só corta para esquerda, mas ninguém consegue marcar. Sou o Marinho, mas ele é um cara em que eu me espelho”.
Marinho deve ser titular mais uma vez no próximo sábado, quando o Santos recebe o São Paulo na Vila Belmiro. O Peixe ocupa a terceira colocação do Campeonato Brasileiro, com 64 pontos conquistados.
O jogador vive um bom momento, ajudado pelo fato de o Sampaoli ter feito menos alterações nos últimos jogos, o que favorece o conjunto. Além disso, no último jogo, alternou as jogadas em que fechava para bater com as jogadas de linha de fundo, diminuindo a previsibilidade. Também tem acertado os passes nas assistências. Tomara que mantenha a intensidade e a disposição que o tem caracterizado. Já vimos, recentemente, jogadores que viveram bons momentos, que disputavam as partidas com vontade e, não se sabe porque, foram se apagando, o futebol foi ficando sem brilho, até perderem lugar no time (como o Copete, o Bruno Henrique, o Derlis Gonzales). Que o Marinho com seu futebol de muita intensidade, sirva de exemplo para os garotos da base, como o Tailson, que tem entrado frio, desanimado, sem vibração. O garoto nem parece que está em início de carreira, buscando um lugar no time. Esses garotos fazem o maior doce para assinar o contrato de profissional, parecem o supra-sumo do futebol de base, a nata da nata, as joias, os raios da Vila, mas, quando tem oportunidade, quando são colocados em campo, ficam apáticos, jogam um futebol anêmico, dando toquinhos de lado, sem convicção. Quando não dá na técnica, precisa ir na vontade. Sem técnica e sem vontade fica difícil.