
Jesualdo chegou a sua terceira vitória seguida no comando do Peixe (Crédito: Ivan Storti/Santos FC)
A vitória contra o Delfín foi importante para o Santos seguir bem na Libertadores, mas atuação passou longe de ser das mais brilhantes. O desempenho foi analisado pelo treinador Jesualdo Ferreira, em entrevista coletiva depois do jogo. Para o treinador, o time se comportou melhor na Argentina do que em casa.
“São três jogos a ganhar. Copo cheio ou vazio? São três vitórias. Não foi um jogo fácil, não atingimos o nível de outros jogos, com nossa qualidade. Jogadores sentiram uma pressão muito grande, com responsabilidade do jogo. Se sentiram mais à vontade na Argentina. Mas uma vitória, mais uma, e num espaço curto de três dias, há o cansaço, claro, e outra parte que tem a ver com a pressão”, destacou o treinador, que fez questão de valorizar a liderança do Santos nas duas competições que disputa.
“Equipe nunca teve o jogo controlado, não controlou a bola como fizemos em outros jogos. Então passamos por problemas. Mas é preciso destacar a importância da vitória e a liderança do grupo. É nosso 11º jogo, Santos lidera o Campeonato Paulista e a Libertadores. Isso que é importante valorizar”.
Com a vitória, o Peixe chegou aos seis pontos no Grupo G, liderando a chave. A próxima partida pela Copa Libertadores será na terça-feira, quando o Santos recebe o Olímpia (Paraguai), na Vila Belmiro. Antes disso, a equipe vai até o Morumbi, no sábado, 19h, para enfrentar o São Paulo.
Dizem que o Jesualdo adota o rachao de sete contra sete para treinar a equipe. No jogo de ontem ficou a impressão de que os jogadores estão com problemas para jogar no campo normal. Estão com os pés descalibrados. Ficaram acostumados com passes curtinhos, toques de lado e não conseguem dar um passe mais longo. Vários passes que seriam para o Soteldo foram diretos para a lateral. O Sanches, que tem status de craque, errou vários passes e, quando acertou, tirou a velocidade do ataque, porque tocou para o lado ou para trás. Pelo tempo que o Jesualdo já tem à frente da equipe, já era para ter implementado um modelo de jogo, mas, na sua melhor partida, nos 30′ iniciais contra o Mirassol, o Santos FC jogou ao estilo do Sampaoli. Quando o time fica “equilibrado” como quer o Jesualdo, o jogo fica lento, irritante, com toques de lado, sem profundidade, com poucos jogadores no araque. O que será que faz o tal analista tático, comentarista, que não fala para o Jesualdo que tem um espaço enorme nas costas do Felipe Jonatan, espaço explorado por todos os adversários? Junte-se a isso a fragilidade da defesa no jogo aéreo.
Ontem parecia que éramos 11 SANCHEZ em campo … HORRÍVEL !!!