Pedro Caixinha teve 18 jogos pelo Santos (Crédito: Raul Baretta/Santos FC)

O presidente do Santos, Marcelo Teixeira, explicou as tratativas com o ex-técnico Pedro Caixinha para o pagamento da multa rescisória. Em entrevista ao ‘De Primeira’ da UOL, o mandatário revelou que os valores giram em torno de 15 milhões de reais e explicou a ideia do parcelamento proposto pelo Departamento Financeiro.

“Aproximadamente 15 milhões. Ele tem essa expectativa do acordo como nós, diretoria, também temos. Ontem mesmo o Caixinha passou uma mensagem para nós de uma forma muito cordial e respeitosa e nós respondemos igualmente. Da mesma maneira que pretendemos fazer o acordo. Inicialmente, o acordo do Departamento Financeiro foi para um número de parcelas maior e quando tive conhecimento da negociação, desse número de parcelas, solicitei, ao avaliar com o Comitê de Gestão, que nós poderíamos fazer uma outra proposta. Estamos em negociação para fazer essa proposta”, afirmou.

As rescisões do treinador Pedro Caixinha e dos auxiliares Pedro Malta, José Belman e José Oliveira foram regularizados no BID (Boletim Informativo Diário da CBF) na última terça-feira (29). O cartola explicou que não é pela publicação da entidade que significa uma falta de acordo e reforçou que deve pagar a dívida com o profissional dentro do mandato, que finaliza no ano que vem.

“Houve um entendimento do Caixinha, já no BID, já da CBF ter colocado no BID, pudesse ter sido uma maneira diferente então não houve acordo, houve judicialização. Nos reiteiramos que não, tem a negociação em curso, queremos que haja o acordo de parcelamento para que a gente até a intenção é que essas parcelas acabem dentro do meu mandato. Não farei com que nenhum tipo de dívida ou processo existe no meu mandato ultrapasse meu mandato”, completou.

Marcelo Teixeira ainda explicou sobre a saída do português pela falta de resultados e pelo conjunto analisado. Foram 18 jogos pelo clube, com 7 vitórias, 4 empates e 7 derrotas, além de 30 gols marcados e 22 sofridos. Um aproveitamento de 46%.

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No Paulistão, foram 14 jogos, com 6 vitórias, 3 empates e 5 derrotas, com 23 gols marcados e 16 sofridos. No amistoso, venceu marcando 4 gols e sofrendo um. Já no Brasileirão, 3 jogos, com um empate e duas derrotas, somando 3 gols marcados e 5 sofridos.

“O Caixinha tinha um contrato de dois anos e entendemos que o prosseguimento desse contrato não era o ideal para alcançarmos os resultados posititivos para o projeto que propusemos com o Caixinha. Ele teve uma participação curta, de quatro meses, acrescentou bastante como um profissional sério, capaz, nos processos, nas questões envolvendo a própria comissão técnica e sua metodologia de trabalho. Porém, entendemos pelos resultados alcançados, que não foi de exigir resultado imediato. É a análise como um todo que fez com que chegássemos a conclusão da demissão do Caixinha”, concluiu.