Vojvoda sofre pressão por demissão no Santos (Foto: Raul Baretta / Santos FC)

A permanência de Juan Pablo Vojvoda no comando do Santos passa também por uma questão financeira. Mesmo com pressão externa e interna, o treinador deve seguir no cargo ao menos até o próximo compromisso da equipe no Campeonato Brasileiro Série A, contra o Internacional, na quarta-feira (18).

Isso acontece porque o clube não tem disponibilidade de caixa para arcar com a multa rescisória do treinador neste momento. Caso optasse por demitir o técnico agora, o Santos teria que desembolsar cerca de R$ 13 milhões para encerrar o contrato.

O valor é semelhante ao que o clube ainda precisa pagar referente à saída de Pedro Caixinha, demitido no início de 2025. O débito relacionado à rescisão do treinador português gira em torno de R$ 14,4 milhões, o que amplia a preocupação da diretoria em assumir novos compromissos financeiros desse tipo.

Atualmente, o caixa do Santos está comprometido principalmente com folha salarial, direitos de imagem e parcelamentos de contratações de jogadores. Por causa desse cenário, assumir mais uma dívida elevada poderia gerar problemas maiores para o clube.

Internamente, existe o temor de atrasos ou descumprimentos de pagamentos com treinadores, atletas ou clubes. Em casos extremos, situações desse tipo podem resultar em punições esportivas impostas pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF), que vão desde perda de pontos até sanções mais severas como rebaixamento automático.

Diante desse contexto, a única possibilidade que não geraria custo imediato seria um eventual pedido de demissão por parte do treinador. Por isso, além das críticas externas, Vojvoda também convive com pressão dentro do clube.

A insatisfação de parte da torcida ficou evidente no empate por 1 a 1 com o Corinthians, no último domingo (15), quando alguns torcedores chegaram a chamar o treinador de “burro”. Na ocasião, porém, quem estava à beira do campo era o auxiliar Gastón Liendo, já que Vojvoda cumpria suspensão – já aconteceu o mesmo em outros jogos com o comandante na beira de campo.

Mesmo em meio ao ambiente de cobrança, o treinador comandou normalmente o treino da equipe na tarde desta segunda-feira, no CT Rei Pelé, iniciando a preparação para enfrentar o Internacional.

O Santos não perde há três partidas na temporada – venceu o Vasco e empatou com Mirassol e Corinthians. Ainda assim, o desempenho da equipe tem sido alvo de críticas, especialmente após a eliminação para o Grêmio Novorizontino no Campeonato Paulista.

No Brasileirão, o time ocupa atualmente a 13ª posição, com seis pontos somados em seis rodadas, cenário que aumenta a pressão por melhores resultados e desempenho nas próximas partidas.