Presidente José Carlos Peres havia ganhado na Justiça mais tempo para se defender do processo (Crédito: Pedro Ernesto Guerra Azevedo/Santos FC)

A liminar que a Justiça havia concedido ao presidente José Carlos Peres e que travava o processo de impeachment do mandatário foi cassado na tarde desta sexta-feira pelo juiz Rogério Márcio Teixeira, da 12ª Vara de Santos. Segundo apurou o Diário do Peixe, além da liminar ter sido derrubada, o juiz também acatou o pedido da defesa e extinguiu o processo que tinha dado ganho de causa a Peres.

O Conselho Deliberativo do Santos adiou para setembro a discussão sobre os dois pedidos de impeachment do presidente José Carlos Peres. Segundo o presidente do Conselho, Marcelo Teixeira, a mesa decidiu inverter as pautas, devido à decisão da Justiça. Mesmo agora com a liminar cassada, não há tempo hábil para voltar a discussão do impedimento para o dia 30, pois a pauta deve ser enviada aos conselheiros com ao menos cinco dias úteis de antecedência.

Teixeira esclareceu que haviam duas reuniões agendadas do Conselho Deliberativo: uma no dia 30/8, próxima quinta-feira, quando seriam discutidos os pedidos de impeachment, e outra no início de setembro, que teria na pauta assuntos como parecer do Conselho Fiscal sobre as contas do semestre, a aprovação dos novos membros indicados ao Conselho Gestor, apresentação e aprovação do terceiro uniforme, entre outros.

O presidente do Conselho Deliberativo esclareceu que os editais com as mudanças das pautas das reuniões serão divulgados na próxima segunda feira e enviados aos conselheiros devido os prazos estatutários. Até o presente momento, Marcelo Teixeira ainda aguardava a decisão da Justiça em relação aos pedidos de impeachment de Peres, já que não havia sido comunicado.

No pedido feito à Justiça, Peres havia alegado que não teve acesso às informações do parecer produzido pela Comissão de Inquérito e Sindicância (CIS), para a qual o presidente do Conselho Deliberativo repassa o pedido para análise. A CIS tinha cinco dias para notificar o presidente, e Peres deveria enviar sua defesa no prazo de 10 dias.

São dois os pedidos de impeachment do presidente santista: o primeiro, liderado por Alexandre Silva, tem base em uma portaria criada por Peres determinando que as contratações do Santos só poderão ocorrer mediante determinação do presidente, o que fere o estatuto do clube; o segundo, encabeçado por Esmeraldo Tarquínio, baseia-se nas empresas mantidas pelo cartola, Saga Talent e Peres Sports & Marketing, que também atentariam contra o estatuto. A punição prevista para ambos os casos é o impeachment.