
Robinho foi anunciado no último sábado (Crédito: Ivan Storti/Santos FC)
Aumentou muito a pressão sobre o Santos e Robinho depois da matéria publicada no GE com transcrições das gravações e mais detalhes sobre o processo do atacante na Itália. Patrocinadores cobram uma posição mais dura do clube. Depois da publicação da matéria, A Kicaldo conversou com Portal UOL, pedindo a rescisão do contrato do atacante.
“Depois da reportagem veiculada pelo Globoesporte.com, a nossa posição é que o clube rescinda com o jogador Robinho. Estamos aguardando a posição do clube. Se eles rescindirem, a gente mantém a parceria. Se não, a gente não vai mais patrocinar a equipe”. Ainda na quarta-feira, a Orthopride rompeu a parceria com o clube para não ter sua imagem ligada a de Robinho.
A pressão no Santos vem também dos torcedores. Durante a manhã, a #ForaRobinho entrou nos trending topics do Twitter. Além disso, torcedores de outros os times aproveitaram a # LevantaoRobinho, criada por defensores do atacante, para publicarem imagens de jogadas violentas de alguns jogadores de seus times.
A estreia do Robinho ainda depende da aprovação do Conselho Deliberativo, que tem reunião marcada para a próxima quarta-feira, quando discutirá o assunto. Existe uma pressão para que o Comitê de Gestão desista do negócio antes mesmo do encontro.
Confira posição de outros patrocinadores:
Foxlux
“O Grupo Foxlux sempre acreditou e continua acreditando no esporte como ferramenta de transformação das pessoas além de ser uma estratégia de impulsionamento de nossas marcas. Continuaremos fazendo isto em todas regiões que atuamos, focados no resultado positivo que o esporte pode construir.
Reforçamos que o contrato de patrocínio a um clube de futebol profissional não nos dá nenhuma ingerência nas ações operacionais do clube incluindo contratação e dispensa de seus profissionais, porém os fatos dos últimos dias, de forma direta, acabam impactando nossas marcas e conflitam com nossos valores de atuação.
Desta forma e diante das novas divulgações apresentadas solicitamos ao Santos Futebol Clube informações de quais ações serão tomadas em relação ao ocorrido para que possamos decidir as melhores atitudes a serem adotadas. Reforçamos que a decisão do Clube quanto aos profissionais que ali trabalham cabem apenas ao clube, e para nós, como patrocinadores, cabe buscar a associação a propriedades que nos tragam boas experiencias e percepções.
O certo é que o Grupo Foxlux tem em seus valores “atuar de maneira ética e respeitosa seguindo as normas da empresa e principalmente as regras e leis da sociedade e dos mercados em que atuamos.” e tomaremos as atitudes necessárias que não nos vinculem a situações que não compactuam de nossa atuação no Brasil mesmo que de forma indireta como é este caso.
Aguardamos os desdobramentos das próximas horas”.
Tekbond
“A Tekbond repudia toda e qualquer situação de violência e promove o respeito à diversidade e a inclusão em suas operações. A empresa não teve conhecimento prévio sobre a contratação ou intenção do clube em contratar jogadores. Manifestamos nossa preocupação sobre o fato ao Santos assim que soubemos e, neste momento, a continuidade do nosso patrocínio está condicionada ao cancelamento da contratação do jogador pelo clube”.
Kodilar
“A Kodilar hoje pela manhã esteve em contato com a diretoria e presidência do Santos, e está cobrando um posicionamento do clube até hoje no final do dia, pedimos que o caso seja solucionado o mais rápido possível”.
Philco
“A Philco vem a público informar que já encaminhou nota ao Santos Futebol Clube. E manifesta que repudia veementemente a contratação do atleta Robinho, após a constatação dos fatos.
Sempre mantivemos forte parceria com o time e seus torcedores, porém neste momento exigimos a rescisão imediata com o atleta. Caso contrário, a Philco irá revogar o contrato, pois a situação não compactua com os valores da marca. NENHUM ATO DE VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER DEVE SER TOLERADO”.
Oceano B2B, Casa de apostas e Unicesumar ainda não se posicionaram.
O presidente Rollo, sem experiência de gestão, acreditou nas palavras do Robinho e foi induzido a erro, de forma que contratou e passou a fazer a defesa incondicional do atacante. Agiu mais como um torcedor que idolatra o jogador do que como presidente da instituição Santos FC. Contratou sem ter acesso às informações do processo para ter uma ideia do tamanho do problema que estava trazendo para dentro da Vila Belmiro. O problema era apenas do Robinho e passou a ser também do Santos FC que não tinha nada a ver com a estória. O Santos FC está apanhando porque foi procurar sarna para se coçar. Como se já não tivesse problemas de sobra, o clube foi literalmente correr atrás do prejuízo. Dá para entender a contratação por impulso do presidente Rollo. Trazer um ídolo de boa parte da torcida num momento em que o clube não tem dinheiro e tem elenco limitado. O que não dá para entender e o aval dado pelo tal comitê de gestão, pois geralmente têm entre seus membros empresários acostumados com “compliance”. Qualquer administrador sabe como é ruim para a sua marca ter qualquer aproximacao com envolvidos em crimes, ainda que na condição de suspeito, de modo que antes de contratar deveriam fazer uma análise profunda dos riscos à que o clube ficaria exposto. Faltou um bom aconselhamento ao presidente do Santos FC, talvez se existisse um setor de compliance no Santos FC tudo isso não teria acontecido.