
Soteldo é um dos destaques da temporada do Santos (Ivan Storti/Santos FC)
Mais de um mês depois do Conselho Deliberativo do Santos aprovar o negócio que devolverá os direitos de Yeferson Soteldo ao Huachipato (Chile), o negócio ainda não foi fechado entre as partes. Nesta quinta, em mais uma reunião do órgão, o presidente Orlando Rollo explicou a negociação.
“É uma situação complicado. Exige o ok do Huachipato que está no Chile, o Santos aqui no Brasil e o agente do atleta que está na Venezuela. Tentaram mudar algumas vezes, todo mundo quer melhorar as coisas para o seu clube. É difícil o pessoal de fora acreditar que exista esse sistema (ter que seguir o aprovado pelo Conselho Deliberativo). Já está praticamente resolvido. Nos próximos dias vamos acertar isso”, afirmou o presidente.
Leia também: Conselho não aprova venda e Rollo diz que Veríssimo pode sair de graça
A proposta tem 9 tópicos e prevê a recompra de 50% dos direitos do jogador por US$ 3,5 milhões, que é o valor referente a uma parte da dívida do Peixe com o clube chileno. Além disso, o Huachipato promete encerrar as demandas contra o Santos na Fifa, além de pagar as taxas do processo.
O Huachipato ainda se compromete a pagar US$ 200 mil diretamente ao atacante Soteldo pelas dívidas do Santos com o jogador entre salários e direitos de imagem.
Outros dois pontos importantes da proposta dizem respeito a uma eventual transferência futura do jogador. Não existe garantia de tempo de permanência de Soteldo no clube. A proposta fala que ele segue no clube até que uma proposta de transferência atenda às expectativas do Huachipato. Ou seja, o atacante pode deixar o Santos a qualquer momento.
O segundo ponto é relativo aos 10% a que o Santos teria direito apenas na primeira transferência do jogador. A proposta deixa claro que o percentual será aplicado apenas ao valor que ultrapassar US$ 8 milhões. Hipoteticamente, se o Huachipato tiver uma proposta de US$ 9 milhões por Soteldo, o Santos terá direito a 10% de US$ 1 milhão (valor que ultrapassa os US$ 8 milhões previstos), o que daria US$ 100 mil.
Se houve uma proposta por escrito que foi aposentada ao Conselho e aprovada, o que está emperrando? Os pachitos se arrependeram da proposta feita? Os cara viram que o Santos FC está enforcado e resolveram esticar a corda?