
Rollo assumiu como presidente nesta terça (Crédito: Reprodução)
Já no seu primeiro dia de mandato, o presidente Orlando Rollo conversou com a imprensa, em entrevista coletiva virtual. O assunto mais falado foi a punição que o clube sofreu na Fifa pelo não pagamento das contratações de Cléber Reis e Soteldo, junto à Hamburgo e Huachipato, respectivamente.
Nas suas respostas, Rollo deixou claro que a situação do Santos é extremamente preocupante, e que a equipe corre sim risco de perder pontos em uma nova punição.
“Pagamento precisa ser feito com urgência. Santos corre risco, sim, e não vou enganar torcedor, de nos próximos dias sofrer mais uma punição. Estamos na iminência de perda de pontos. Procurei entender as dívidas. Entendi que a maioria das pendências judiciais foi pela falta de atenção do Santos”, explicou Rollo, que também falou sobre a preocupação dos jogadores.
“Lideranças do elenco dizem que estão suando para perder pontos fora de campo? Seria uma avalanche. Pediram por favor para solucionarmos. E isso me incentiva. Jogadores estão solidários ao nosso problema. Pagamento precisa ser feito com urgência. Santos corre risco, sim, e não vou enganar torcedor, de nos próximos dias sofrer mais uma punição. Estamos na iminência de perda de pontos”.
Sem previsão de receitas, o novo presidente não sabe quando conseguirá fazer os pagamentos da dívida, mas fala que o principal foco agora é conseguir as renegociações.
“Gostaria de dar prazo, mas não posso mentir. Não há prazo e nem previsibilidade de receitas. Temos que gerar respeito no mercado para trazer investidores ou vender atletas. Se não conseguirmos pagar, pelo menos as dívidas serão renegociadas, a curto, médio ou longo prazo. Outras serão contestadas. O que não pode é dívida correr e ninguém falar com credores. Garantiremos uma situação melhor para o presidente de 2021”.
Pelas punições na Fifa, o Santos está proibido de contratar reforços. As duas dívidas juntas giram em torno de R$ 50 milhões.
Se houvesse a credibilidade da torcida na honestidade e na capacidade de gestão de algum membro da diretoria, seria o caso de uma “vaquinha” por parte dos torcedores, que certamente não se omitiriam em doar um valor que não lhes fizesse falta (por exemplo, de R$ 100, 00 a R$ 200,00), que somados poderiam dar alguma ajuda ao Santos FC. Ocorre que, depois de várias vendas de jogadores, o clube ainda se encontrar nessa penúria, a falta de transparência e auditoria nas contas gera uma desconfiança generalizada, afinal, o dinheiro foi para o bolso de alguém, que neste momento deve ter mais dinheiro na conta bancária do que o Santos FC (pode ser até valor correspondente a salário de jogador, multa de técnicos, honorários de agentes, ou seja, pagamentos lícitos, mas gastos acima da capacidade financeira do clube). Enfim, o torcedor, que anda de condução, até pensa em ajudar o clube, mas, não vai tirar dinheiro do bolso sabendo que no fim o clube não vai se beneficiar e o recurso levantado vai acabar servindo para alguém passear de carro de luxo.