Rollo deu entrevista nesta sexta (Crédito: Ivan Storti/Santos FC)

Na última quinta-feira, Orlando Rollo completou um mês como presidente em exercício do Santos, depois do afastamento de José Carlos Peres. Nesta sexta, o dirigente convocou uma entrevista coletiva e fez uma análise do primeiro mês de sua gestão à frente do clube.

“Quando chegamos há 30 dias, tínhamos três restrições na Fifa. A do Hamburgo poderia nos tirar pontos. Revertemos, derrubamos esse transfer ban. Negociação difícil, alemães não dialogavam no início. Quatro acordos descumpridos. Estamos honrando as parcelas com muito custo. A segunda é o Huachipato pelo Soteldo. Não está resolvendo ainda, apesar de termos passado a questão pelo Conselho pela forma de negociação. Mas é negociação difícil e está sendo conduzida ainda”.

Rollo deixou claro que tem optado por falar com frequência até para prestar esclarecimento e deixar os torcedores cientes da evolução de cada situação envolvendo o clube. O presidente também anuncio que um novo Portal da Transparência será lançado nos próximos dias.

“Vai entrar até terça-feira o verdadeiro Portal da Transparência. Alguns dados contratuais não podem ser colocados em público, mas questões primordiais estarão. Quanto arrecada, quanto gasta, onde gasta. Até existia um portal, mas dizia nada com nada. Pedi para colocar currículos dos profissionais. Todo mundo poderá cobrar. É a maior transparência do mundo do futebol. Todos provam que têm capacidade. Não tem nenhum apadrinhado nessa gestão de transição. Acabou a mamata. Só profissional técnico. Posso assegurar, bato no peito”.

Apesar de existirem pessoas dentro do Santos que gostariam de ver Orlando Rollo como candidato nas eleições de dezembro desse ano, ele voltou a afirmar que não concorrerá. Que o momento é de união e que o clube precisa de alguém neutro.

“Não sou candidato. Não quero aparecer, só quero dar satisfação. Eu poderia ser candidato, sim. Tenho grupo grande de conselheiros. Pessoas me pedem, mas não. Não é o momento. Não sou candidato, apoio grande união dos candidatos que se apresentam. É o melhor para o clube. Não seria oportuno ser candidato em meio a uma gestão de transição. Santos precisa de alguém neutro para reestruturar o clube”.