
Rollo está nos últimos dias de seu mandato (Crédito: Ivan Storti/Santos FC)
O mandato de Orlando Rollo termina nesta quinta-feira e o dirigente convocou uma entrevista coletiva nesta quarta para fazer um balanço desses três meses em que esteve à frente do clube.
Rollo abriu a entrevista lembrando os problemas que encontrou quando assumiu e as conquistas que teve.
“Tínhamos tudo para terminar em catástrofe. Pegamos o clube nas piores condições possíveis. Prefiro dizer as verdades doloridas do que as mentiras doces que os outros diziam. Foram três anos em três meses. Estamos deixando o clube com uma folha de funcionários 12% menor do que encontramos. Conseguimos dar uma enxugada no quadro administrativo. Encaro como missão cumprida”.
Rollo também fez questão de lembrar as mudanças que existiram nos departamentos de base e de futebol feminino, destacando o reconhecimento às Sereias da Vila.
“Remontamos toda estrutura da base, trazendo ex-jogadores consagrados para reformular a base que estava entregue a empresários. No futebol feminino, mantivemos o gerente e conquistamos dois títulos. Fizemos melhorias, reconhecidas pelo elenco. Implantamos também a premiação em caso de títulos, coisa comum no masculino. Também teve o reconhecimento que demos a elas. Com a pintura da Ketlen no muro do CT e a inclusão de nomes delas na calçada da fama”.
Quando ao futebol masculino profissional, Rollo lembrou que o principal desafio era quitar as pendências com o elenco e também considerou o fato uma vitória.
“Conseguimos quitar o acordo da pandemia. Atrasados referentes a quando o futebol estava parado. Salários em dia. Pendências hoje, apenas o 13º. Não tivemos condições, eles entenderam, com diálogo. Alguns direitos de imagens atrasados, mas a maioria está em dia. Isso resgata a credibilidade”.
Pontos negativos e nota
Questionado sobre os pontos negativos do seu período à frente do Santos, Rollo diz saber que existiram erros, mas preferiu deixar o julgamento aos torcedores.
“Quem tem que julgar é o torcedor, o associado. Evidentemente que erros foram cometidos. Não tenho a pretensão de dizer que não houveram erros, mas não foram intencionais. Foi sempre visando o melhor para o clube”, falou o cartola, que depois deu uma nota para a sua gestão.
“Daria uma nota 8. Quem sou eu para ter nota 10. Muita coisa não deu tempo da gente realizar. Sobre uma eventual candidatura, penso agora só em voltar a ser o torcedor que sempre fui. Foram três anos muito turbulentos. Ficamos 2 anos e 9 meses denunciando por tudo de errado que acontecia. E eu era culpado de ser golpista, mas a verdade vem a tona. Viram que minhas denúncias eram procedentes”, concluiu.
Andrés Rueda e sua gestão assumem o Santos na sexta-feira, dia 1º de janeiro.
Jogadores “consagrados” na base? Quem? O edinho? O Marcelo Passos? O Flavinho? O Élder? Jogadores que apenas compunham o elenco. Nenhum deles foi jogador de nível de Seleção. Só o Edinho era titular. O Santos FC foi o único time grande na carreira desses jogadores. Além disso, o fato de ter sido jogador do time principal não significa que vá ser um excelente profissional para a base, para formar jogadores.
Depois da “reformulação” o Santos FC deu vexames em todas as categorias (lanterna do Brasileiro Sub 20).
É bem provável que a nova diretoria faça outra reformulação na base.