
Eduardo Sasha e Sánchez comemoram um dos gols do Peixe na goleada sobre o Flamengo (Crédito: Ivan Storti/SantosFC)
O Santos teve uma atuação de gala na despedida do Campeonato Brasileiro de 2019. Sob o comando de Carlos Sánchez e Soteldo, o time comandado pelo técnico Jorge Sampaoli goleou o Flamengo por 4 a 0 e conquistou o vice-campeonato brasileiro. O nível de atuação de toda a equipe foi excelente. Confira as notas.
Everson – Foi mais exigido na saída de bola com os pés que embaixo das traves e acertou praticamente todos os passes. Nota 7,0
Victor Ferraz – Perseguido por parte dos torcedores, Victor Ferraz anulou Bruno Henrique e Vitinho e ainda deu a assistência para um dos gols de Carlos Sánchez. Nota 8,0
Lucas Veríssimo – Excelente atuação defensiva, quase marcou dois gols no ataque, um deles seria de bicicleta. Nota 7,5
Gustavo Henrique – Se foi a despedida vai deixar uma boa imagem. Atuação segura na defesa e tranquila na saída de jogo. Nota 7,5
Jorge – Muito mais ligado do que nas últimas partidas em que havia atuado. Ainda levou perigo no ataque. Nota 7,0
Alison – Mais uma vez, um monstro. Saiu com câimbras depois de pegar o meio-campo do Flamengo e colocar no seu bolso. Nota 8,5
Jobson – Entrou e manteve o ritmo. Ainda tentou um chute de longe e mandou mais longe ainda. Nota 6,5
Diego Pituca – Entrou em campo com nota 10 por ter pedido a namorada em casamento na Vila diante de mais de 13 mil torcedores. Foi mais uma vez muito eficiente no meio. Nota 8,0
Carlos Sánchez – Dois gols, lançamento perfeito para Soteldo no primeiro e o símbolo maior da determinação da equipe durante a temporada. Nota 9,5
Marinho – Fez um golaço e deu muito trabalho para aquele que é considerado o melhor lateral-esquerdo do futebol brasileiro. Nota 8,5
Eduardo Sasha – Foi oportunista no gol e inteligente durante todo o jogo para atuar entre as linhas do adversário. Nota 7,5
Jean Mota – Jogou pouco tempo. Sem nota
Soteldo – Deu assistência para dois dos quatro gols do Santos e infernizou a defesa do Flamengo o jogo todo. Nota 9,0
Jorge Sampaoli – Apostou no sistema tático tradicional do 4-3-3 e conseguir fazer o time jogar na última partida do ano com uma intensidade fora do normal. O Santos é um time muito bem treinado. Nota 10,0
A melhor partida do Santos FC no ano. O Sampaoli não inventou e os jogadores entraram ligados e jogaram com intensidade durante os 90 minutos, fato que não ocorreu em outras partidas, como naquele fatídico jogo contra o Fortaleza na Vila. Coincidentemente, a melhor partida do Sanches, que correu, marcou, apareceu no ataque, acertou os passes e chutes a gol. No início do ano, no paulistinha, o Santos mantinha essa pegada de jogo com muita intensidade, marcação forte. Ao longo do ano essa forma de jogar foi afrouxada e quando o Santos teve a queda de rendimento no Brasileirão, alguns jogadores (como o então capitão Victor Ferraz) começaram a questionar a forma de jogar proposta pelo Sampaol. O “craque” do paulistinha, Jean Mota teve a audácia de exigir a titularidade. Nesse período, ficou a impressão de que alguns jogadores estariam fazendo corpo mole para derrubar o técnico, pois não dá para comparar a intensidade, a forma de marcar, de pressionar o adversário no seu campo, que ocorreu ontem com o quase desinteresse que ocorreu em algumas partidas desse campeonato brasileiro. O grande mérito do Flamengo foi manter o padrão quando atingiu a liderança. No Santos parece que alguns jogadores foram perdendo o foco ao longo da competição. Assim, com apenas 20 minutos de jogos time já não tinha mais intensidade na marcação e a saída de bola, sempre feita pelos zagueiros em ligação direta, demorava uma eternidade. O Sampaoli, depois ser muito elogiado pela imprensa, virou celebridade, teve seus momentos de egocentrismo, e resolveu inventar esquemas táticos pouco convencionais, defendendo que o resultado não é importante, mas sim a sua identidade. Ocorre que, em qualquer competição, o que importa é sim o resultado. O ano foi de aprendizado para o Santos, com o trabalho do Sampaoli atingindo maturidade, mas que, ao que tudo indica, o trabalho não terá sequência no próximo ano.