
O atacante Marinho teve uma atuação discreta na estreia do Peixe no Paulistão (Crédito: Ivan Storti/SantosFC)
Não foi a estreia do sonhos para o torcedor do Santos. Desfalcado, ainda sem ritmo e fora das condições físicas ideais, o Santos apenas empatou em 0 a 0 com o Red Bull Bragantino na noite desta quinta-feira, na Vila Belmiro, pela primeira rodada do Campeonato Paulista.
Mesmo com o empate, o Peixe assume a liderança do Grupo A do Paulistão, com um ponto, já que todos os outros clubes do grupo perderam na estreia. Na próxima rodada, o Santos pega o Guarani, segunda-feira, às 20 horas, no estádio Brinco de Ouro, em Campinas. O adversário do Peixe estreou com uma vitória por goleada de 4 a 0 diante da Inter de Limeira, fora de casa.
O jogo
O Santos começou a partida com Kaio Jorge na equipe titular. O atacante começou o jogo aberto pelo lado esquerdo, com Eduardo Sasha mantido centralizado. Na defesa, a novidade foi o posicionamento do capitão Alison, que entrava entre os zagueiros Luan Peres e Luiz Felipe para tentar participar da saída de bola. Não funcionou.
Com o Santos sem eficiência na criação das jogadas e o Red Bull Bragantino errando bastante nos contra-ataques, o primeiro tempo tempo poucas emoções na Vila Belmiro.
A melhor chance do Santos no primeiro tempo saiu aos 38 minutos. O uruguaio Carlos Sánchez recebeu na entrada da área e a bola passou por cima do gol do Red Bull Bragantino. Aos 46, Carlos Sánchez cobrou falta da entrada da área e o goleiro Júlio César mandou para escanteio.
O Peixe voltou para o segundo tempo com Raniel na vaga de Kaio Jorge e umo novo esquema tático, próximo do 4-4-2, com Raniel e Sasha no ataque, Diego Pituca aberto na esquerda, Marinho na direita e Carlos Sánchez e Alison por dentro.
O jogo seguiu travado e o Peixe foi ter a primeira chance aos 16 minutos. O lateral Pará, que completou 200 jogos com a camisa do clube, arriscou de fora da área e o goleiro Júlio César fez boa defesa.
Depois disso, o Red Bull Bragantino cresceu e passou a tomar conta do jogo, especialmente após a entrada de Thonny Anderson. Aos 22 minutos, o atacante Ytalo tabelou com Thonny Anderson, recebeu dentro da área e chutou na saída do goleiro Everson, mas o camisa 22 do Peixe fez uma grande defesa com os pés e salvou o Peixe. Aos 25, Thonny Anderson deu lindo lançamento para Ytalo, que tocou na saída de Everson, mas acertou o travessão.
O Santos teve uma chance aos 42 minutos. Diego Pituca cruzou da esquerda, Derlis González apareceu entre os zagueiros e cabeceou, mas a bola passou à esquerda do gol de Julio César.
SANTOS 0 X 0 RED BULL BRAGANTINO
Estádio: Vila Belmiro, em Santos (SP)
Árbitro: Raphael ClausCartões amarelos: Carlos Sánchez, Ligger,
SANTOS
Everson, Pará, Luiz Felipe, Luan Peres e Felipe Jonatan; Alison, Diego Pituca e Carlos Sánchez; Marinho (Derlis Gomzález, aos 29 minutos do segundo tempo), Eduardo Sasha (Arthur Gomes, aos 16 minutos do segundo tempo) e Kaio Jorge (Raniel, no intervalo). Técnico: Jesualdo FerreiraRED BULL BRAGANTINO
Júlio César, Aderlan, Léo Ortiz, Ligger e Edimar; Barreto (Vitinho, aos 43 minutos do segundo tempo), Uilliam Corrêa e Claudinho (Morato, aos 37 minutos do segundo tempo); Bruno Tubarão (Thonny Anderson, aos 19 minutos do segundo tempo), Ytalo e Artur. Técnico: Vinícius Munhoz
Depois de todos esses treinos secretos, havia uma grande expectativa de como seria o Santos do Jesualdo, mas o que se viu foi um time cadenciado, para não dizer lento, na saída da defesa para o ataque. O meio de campo, que já era bom sob o comando do Sampaoli, continua fraco, sem criatividade e não deu proteção à defesa. Ao contrário do ano passado, quando o time do Sampaoli foi a grande sensação do começo do ano, jogando com muita intensidade, pressionando a saída do adversário, mordendo o tempo todo, esse Santos do Jesualdo tem a cara do treinador, num estilo bonachão,mesmo levar perigo ao adversário. Tem muitos fatores que explicam o começo fraco: o pouco tempo de treinamento, a falta de reforços, principalmente a vinda de meia articulador, a falta de condicionamento físico, o elenco realmente é limitadíssimo tecnicamente. Ocorre que o técnico português não apresentou nada de novo, nada que algum treinador tupiniquim não fizesse. Para jogar dessa forma, daria para trazer um desses que estão por aí. O Sampaoli é porra louca, inventa muito, às vezes kamikaze, mas o time apresentava um futebol mais agradável, que chegava com mais facilidade ao gol do adversário. Bem, é apenas o início do trabalho do Jesualdo, o time pode evoluir, mas o começo foi aquém do esperado.