
Sasha marcou o último gol do Santos na temporada (Crédito: Ivan Storti/Santos FC)
O desempenho do Peixe na partida contra o Palmeiras até agradou aos jogadores do Santos e ao treinador Jesualdo Ferreira, mas o empate em 0 a 0 foi o terceiro jogo seguido do Santos sem marcar sequer um gol. O time está a mais de 300 minutos sem colocar nenhuma bola nas redes neste começo de 2020.
O último gol santista foi de Eduardo Sasha, aos 11 minutos do segundo tempo do jogo contra o Botafogo-SP, pela 5ª rodada do Campeonato Paulista. Partida que terminou com vitória santista, por 2 a 0. São 304 minutos sem balançar as redes nos jogos contra Ferroviária, Ituano e Palmeiras.
Os números totais também não são positivos. O Santos marcou apenas seis gols nas primeiras oito partidas na atual temporada. Nos primeiros oito jogos oficiais de 2019, eram 20 gols marcados. O Peixe só marcou gols em três dos oito jogos na temporada, as vitórias contra Guarani (2 a 1 ), Inter de Limeira (2 a 0) e Botafogo (2 a o).
A última vez que o Santos ficou três jogos seguidos sem balançar as redes foi no início do Brasileirão do ano passado, nos empates contra Atlético-MG e Internacional e a derrota para o Palmeiras no clássico.
O Peixe tenta melhorar os números ofensivos para ter uma boa estreia na Copa Libertadores da América. O Santos entra em campo pela competição continental já nesta terça-feira, quando enfrenta o Defensa y Justicia, na Argentina.
O time não tem um meia para armar as jogadas. O Sanches não tem essa qualidade. O time joga com três volantes. Além disso, os jogadores finalizam mal. O Pituca, por exemplo, deve ser o campeão dos chutes tortos. Precisam treinar fundamentos, ficar pelo menos uma hora após o treino chutando no gol. O Ailton Lira fazia isso e se tornou um dos melhores batedores de falta do futebol brasileiro. O Cristiano Ronaldo é obcecado por treinar fundamentos e e o que é. Esses perebas do Santos que mal conseguem dominar a bola, não tentam corrigir as deficiências. Os “destaques”da equipe são jogadores que correm muito, reconhecidos pela vontade, mas que chegam pouco ao gol adversário.