Santos venceu o Pachuca na justiça no caso Cueva (Crédito: Rodrigo Coca/Santos FC)

A Corte Arbitral do Esporte (CAS) decidiu manter a decisão da FIFA de condenar o meia Christian Cueva eo Pachuca, do México, pela transferência forçada do jogador em 2020. Assim, o clube terá que desembolsar uma quantia de R$ 23,9 mi ao Santos. A informação inicial foi publicada pelo Lance!.

O julgamento chegou ao final na esfera esportiva. O Pachuca e Cueva ainda podem recorrer à Suprema Corte da Suíca nos próximos 30 dias para tentar anular a sentença na esfera judicial, algo considerado bastante improvável por especialistas ouvidos pelo DIÁRIO DO PEIXE.

Após esse prazo de recurso, o clube mexicano e o jogador têm 45 dias para realizar o pagamento. Caso o pagamento não seja feito, o Pachuca ficará proibido de registrar atletas (transferban) e Cueva impedido de jogar.

Desde o começo do processo, o Pachuca alegou não ter induzido o jogador à quebra de contrato. Cueva, por sua vez, afirmou que a rescisão aconteceu por atraso no pagamento de direito de imagem e salário, ausência dos jogos do clube e a não inscrição do Campeonato Paulista.

Na defesa, o Peixe refutou o justificativa do atleta, enviando uma réplica à FIFA e provando que cumpriu com os compromissos dentro do prazo. Além disso, afirmou que Cueva não cumpriu com os requisitos do Artigo 14b do Regulamento da FIFA (RSTP).

A Corte Arbitral do Esporte (CAS) avaliou que todos os argumentos de Cueva não eram suficientes e o atleta não tinha motivos para apelar por justa causa. Também afirmou que o Pachuca teve responsabilidade na contratação, já que sabia sobre a disposição do Artigo 17.2 do RSTP e correu o risco.

A decisão final do CAS:

  • Descontar $ 17.740.161,00 dos salários em que o Santos economizou
  • Descontar R$ 2.902.261,00 correspondentes à diferença entre a projeção salarial do contrato de trabalho com o Pachuca e a projeção salarial do contrato de trabalho com o Santos
  • Definiu que a compensação final é de R$ 21 milhões, que, com juros de 5% ao ano desde 08.06.2020, atinge a importância de R$ 24 milhões

“Passados quase três anos de processo e duas instâncias, FIFA e CAS, enfim a decisão final foi excelente. Cueva e Pachuca ainda poderiam tentar a anulação da decisão no supremo tribunal federal da Suíça , mas isso é improvável, pois um percentual muito baixo de processos é admitido nessa corte. Entendo que foi um golaço do Santos, desta vez fora das quatro linhas”, disse Cristiano Caús, sócio do CCLA Advogados, escritório que representou o Santos FC no processo.

O peruano foi um pedido do técnico Sampaoli, mas não conseguiu render o esperado. Ao todo, foram apenas 16 jogos com a camisa 8 santista.

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