
Rueda foi eleito presidente do Santos (Crédito: Reprodução)
O presidente eleito do Santos, Andrés Rueda, nem assumiu o mandato, mas já tem muitas questões para responder sobre o clube. No programa Bola do Jogo, da Rádio Omega, desta segunda-feira, o dirigente descartou mudanças drásticas na base de imediato, mas quer, aos poucos, colocar sua cara no departamento.
“Esse ano é atípico. Qualquer mudança de estrutura, não seria o momento ideal. A gente pretende fazer uma mudança significativa da base e profissional, voltado à metodologia e processos. A gente vai colocar processos, desde a captura de jogadores. A gente perdeu olheiros, aproximação com as escolinhas, jeito nosso de fazer peneiras. Quando você tem regras claras, você consegue auditar. No momento certo, isso vai ser implantado”, afirmou.
Orlando Rollo, presidente do clube até o final do ano, fez uma verdadeira revolução nas categorias de base do clube. O dirigente mudou treinadores e até dirigentes durante seus pouco mais de três meses de gestão.
O desempenho do clube não foi o esperado. O Peixe foi eliminado na primeira fase do Brasileiro de Aspirantes e do Brasileiro Sub-17, está na lanterna do Brasileiro Sub-20 e o único time ainda vivo é o Sub-20 B, que está nas semifinais do Paulista da categoria.
Não adianta “reformular” e colocar apadrinhados que estavam por aí desempregados. Outro ponto a ser observado e a afinidade com o trabalho na base. Não adianta trazer técnico que estão trabalhando na base apenas para ganhar pertencia até conseguir trabalho em alguma equipe profissional. O trabalho na base exige que o técnico trabalhe os fundamentos. Se o treineiro ficar preocupado em se manter no emprego, vai ocorrer o que temos visto, jogadores deslocados descias posições porque o técnico acha que assim vai conseguir ganhar o jogo (zagueiro jogando de lateral, como o Tim; ponta esquerda jogando de lateral, como o Andrey Quintino). Olheiros precisam ter “olho clínico” para ter em mente o que vai ser o garoto no futuro (habilidade que o Zito tinha de sobra). Depois de boatos de que os olheiros do Santos FC cobravam uma mensalidade para aprovar jogadores da base, houve desmentidos, mas a qualidade dos jogadores deixa dúvidas. Hoje a base do Santos FC tem poucos jogadores habilidosos que são bons no um contra um (o Ângelo é uma excecao). Sem dinheiro, o futuro do Santos FC depende da base. Se contratar olheiros que avaliam garotos com base em vídeos produzidos por agentes, dificilmente vai peneirar algo que preste.