
Luan Peres foi titular em todos os jogos do Peixe nesta temporada (Crédito: Ivan Storti/Santos FC)
O Santos vive um bom momento na temporada, com três vitórias seguidas, duas pela pela Copa Libertadores. A mudança de rumo começou no clássico contra o Palmeiras e, segundo Luan Peres, começou porque os jogadores passaram a entender melhor a metodologia de Jesualdo Ferreira.
“Mostramos isso desde o clássico contra o Palmeiras, onde poderíamos ter ganho. Fomos superiores na Argentina (diante do Defensa y Justicia) no segundo tempo e vencemos merecidamente. Mesma coisa contra o Mirassol. Contra o Delfín foi difícil, mas conseguimos superar. Ganhamos mais uma partida e chegamos mais tranquilos para o clássico, pela vantagem ao segundo colocado no Paulistão e os bons jogos na Libertadores”, explicou Luan Peres, que também cobrou mais equilíbrio do time.
“É um ponto que tocamos no jogo, estávamos cobrando o meio-campo. Não podemos tomar contra-ataque aos 40 minutos do segundo tempo em Libertadores. Estávamos mais preocupados em fazer o gol do que defender faltando pouco tempo. Faltou um pouco de equilíbrio, experiência, não precisava se expor”.
O Peixe agora volta a campo no próximo sábado, quando fará o clássico com São Paulo, às 19h, no Morumbi, partida válida pelo Paulistão. Pela Libertadores, o Santos joga novamente na próxima terça-feira, quando enfrentará o Olímpia (Paraguai), na Vila Belmiro.
Será que o time entendeu o Jesualdo? A maior parte da torcida e até a imprensa esportiva não conseguem entender esse esquema medroso, que o Jesualdo apelidou de “equilíbrio”. Todo mundo fica irritado com aquele futebolzinho sem vergonha de muitos toques laterais, sem objetividade, que não incomodam o adversário. Contra os bambis, o Jesualdo deveria colocar um time alternativo. Coloca o Sandry, o Ceará, o Allanzinho, o Alex, o Donizete Bahia. Descansa os titulares (o Sanches está se arrastando em campo e errando todos os passes) e diminui a pressão numa eventual derrota. Se entrar com o time titular, vai desgastar mais a equipe, corre o risco de contusões (não vai ter tempo para recuperar jogador) e, numa derrota, baixa o moral da equipe para a próxima partida da Libertadores e aumenta a pressão sobre o seu trabalho.