
Veríssimo já tem 150 jogos com a camisa do Peixe (Crédito: Ivan Storti/Santos FC)
Sem Paulo Autuori no comando do departamento de futebol, o Santos vive um momento de muitas indefinições. William Thomas assumiu o planejamento para 2020, mas para o zagueiro Lucas Veríssimo, o Peixe perdeu a oportunidade de seguir com profissional diferenciado.
“O clube acabou de perder um grande profissional que foi o Autuori. Ficou pouco tempo, mas era um cara visionário, queria somar para o Santos. Tinha ótimos pensamentos. Ele já vinha planejando 2020. Infelizmente, isso acaba sendo interrompido. O Santos tem que ser campeão. Nos últimos anos, a gente vem brigando, mas o título não vem aparecendo. Está na hora de se sagrar campeão”.
Autuori chegou ao Santos em julho deste ano, para comandar todo o departamento de futebol do clube. Antes dele, a gestão José Carlos Peres já teve outros três nome na função. Gustavo Vieira (ficou por 45 dias), Ricardo Gomes (dois meses) e Renato, que se afastou pouco tempo após assumir. Veríssimo deixou claro que essas mudanças constantes não podem acontecer.
“Isso é ruim para o clube. O Santos acaba interrompendo isso (planejamento). Já aconteceu outras vezes. É algo que não pode acontecer num clube. O presidente tem que rever isso, colocar alguém de confiança dele e deixar o cara trabalhar. Não pode continuar assim”.
Zagueiro, funcionário do clube, criticando abertamente a gestão do Peres. Mais do que a quebra de hierarquia, mostra que o elenco é afetado pela bagunça administrativa. Pelo jeito, o Veríssimo crava como certa a sua saída. Ainda quanto à saída do Autuori, interessante como um discurso com palavras bem escolhidas (exemplos: multidisciplinar, comportamentais, contexto, abrangente, assertivo, pragmatismo) consegue impressionar mentes mais pobres. O Autuori, até o ano passado era técnico, de modo que seu trabalho como dirigente é recente. considerando que não para em nenhum lugar, seu trabalho não deve ter apresentado resultados tão expressivos para que seja lamentada a sua saída. Ficaram apenas os discursos do “visionário”.