Soteldo foi um dos destaques do Santos contra o Noroeste (Crédito: Raul Baretta/Santos FC)

O técnico Pedro Caixinha afirmou que acredita muito no atacante Tiquinho Soares e explicou a entrada do camisa 9 de volta à equipe titular do Santos na vitória sobre o Noroeste por 3 a 0, na Vila Belmiro, pela 11ª rodada do Paulistão. O centroavante marcou o segundo gol do Peixe no jogo e o segundo dele com a camisa do Peixe.

“Acreditamos muito no Tiquinho. No jogo anterior tinha sobrecarga. Hoje (quarta) acreditamos que o jogo seria próximo da área adversária e precisavamos ter essa presença. Pro centroavante é importante fazer gol. Fazer gol assim é diferente, e uma assistência. O Thaciano faz gol também no segundo jogo seguido. Mais importante foi o comportamento coletivo. Time esteve sólido em relação a compactação e forma de ocupar o ataque. Isso faz que o time tenha o equilíbrio e jogar no ataque, estar equilibrado quando perdemos a bola para recupera-la. Posso referir a dois jogadores que evoluiram taticamente. O Soteldo e Guilherme que fecharam espaço interior quando a bola estava do lado contrário. Na última zona não andamos fino, mas fomos persistentes, empurrando o adversário. Essa persistência resulta no primeiro gol e abriu a fortaleza de pernas que estava na área. Importante que a equipe enteder que tinha que desgastar a muralha para poder perfurá-la”, explicou.

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O técnico ainda elogiou o posicionamento tático do meia-atacante Soteldo e do atacante Guilherme. O venezuelano foi destaque da partida ajudando na construção de dois gols do Alvinegro enquanto o camisa 11 disparou na artilharia com dez gols e também é o maior goleador de todo o estadual.

“O Guilherme está num momento muito bom. Tem trabalhado muito. Os bons jogadores criam essas associações que os fazem melhor jogadores. A chegada do Neymar auxilia isso. A minha forma de ver o jogo sobre o crescimento de Guilherme e Soteldo vai além das associações ofensivas. Falei sobre fechar por dentro. Soteldo teve a preocupação, defender espaço, linha de passe é importante. A dinâmica de pressionar na frente. No último jogo, ao minuto 86, ele foi pressionar o goleiro. É impressionante. Jogou duas vezes 90 minutos, o que não fazia há quase 3 meses. O Guilherme participa ofensivamente e na defesa. Ele tem algo automático porque fazia isso desde a Arábia. Nossa dinâmica de criar concentração sobre o lado da bola. Ele tem que fechar mais por dentro. Ele tem abertura para fazer e isso nos ajuda. Temos jogadores que desiquilibram no ataque, mas no momento defensivo o fazem de forma eficaz”, concluiu.