CBF realiza reunião com clubes das Séries A e B (Foto: Rafael Ribeiro / CBF)

A CBF reuniu nesta segunda-feira (6), no Rio de Janeiro, representantes dos clubes das Séries A e B e das federações estaduais para dar início às discussões sobre a criação de uma liga no futebol brasileiro. O encontro marca o início de um processo de diálogo sobre mudanças estruturais na organização das competições nacionais.

Durante a reunião, a entidade apresentou estudos sobre o cenário do futebol brasileiro e apontou potencial de crescimento, mesmo com o Brasileirão já figurando entre as ligas mais valiosas do mundo. Também foram compartilhadas experiências observadas em ligas europeias, com foco em governança, fair play financeiro, arbitragem e uso de tecnologia.

“Hoje foi um dia histórico para o futebol brasileiro. Pela primeira vez, as Séries A e B se reuniram com a CBF para discutir um tema que vai definir o nosso futuro: a criação de uma liga única. Este é um momento que exige responsabilidade, visão e, principalmente, união. A formação de uma liga única tem um objetivo muito claro: valorizar o futebol brasileiro”, afirmou o presidente da CBF, Samir Xaud.

A análise apresentada também indicou pontos que ainda precisam de evolução no país, como calendário, tempo de jogo, estádios, segurança, transmissão, comunicação, marketing, saída precoce de jovens talentos, governança e situação financeira dos clubes.

A CBF reforçou que a construção da liga deve ser liderada pelos clubes, com a entidade atuando como mediadora no processo.

“Nada do que desejamos para o futebol brasileiro será possível sem união. Não haverá avanço sem união. E união exige maturidade, diálogo e concessões de todos os lados. A liga precisa ser dos clubes. Esse é um princípio fundamental, inegociável. A CBF estará presente, com papel ativo como mediadora e uma das lideranças do processo. Mas as decisões precisam ser construídas e deliberadas pelos clubes”, declarou o vice-presidente da entidade, Gustavo Dias.

Segundo a CBF, mudanças recentes no futebol brasileiro, como ajustes no calendário, implementação de fair play financeiro e investimentos na arbitragem, são consideradas bases importantes para sustentar o projeto da liga.

“Essas reformas não são acessórios; são fundamentos. Sem elas, qualquer modelo de liga nasceria frágil, incapaz de entregar o valor que todos nós desejamos. Por isso, mesmo sabendo da importância da liga, optamos por construir primeiro as bases que garantissem sua sustentabilidade”, completou Samir Xaud.