Seis santistas convocados na campanha decepcionante de 1966 (Crédito: Assophis)

Seis jogadores santistas estiveram da campanha decepcionante do Brasil no Mundial de 1966. Esse é o destaque da quarta matéria de uma série do Diário do Peixeem parceria com a Assophis (associação dos pesquisadores e historiadores do Santos)sobre os ‘Santistas na Copa do Mundo’. Veja outras notas da série:

Para a Copa do Mundo de 1966 na Inglaterra, o Brasil queria buscar o feito inédito: o tricampeonato mundial. Para essa missão, a Seleção contou com uma forte presença santista. Foram convocados: o goleiro Gylmar dos Santos Neves, o volante Zito e o meia-atacante Pelé, todos bicampeões mundiais em 1958 e 1962, além do zagueiro Orlando Peçanha, titular da conquista de 1958. Completavam a lista os estreantes em Copas: Lima, jogador extremamente versátil, e o jovem Edu, à época o mais novo atleta a ser convocado para um Mundial.

Poderiam ter sido sete santistas, novamente, como em 1962, mas Carlos Alberto Torres acabou cortado da relação final. Na estreia, vitória por 2 a 0 sobre a Bulgária. Pelé, já bicampeão mundial, marcou o primeiro gol brasileiro em uma cobrança de falta magistral. No entanto, uma lesão no joelho esquerdo o tirou da partida seguinte, na derrota por 3 a 1 para a Hungria.

O mesmo placar se repetiria diante da sensação Portugal, em uma partida marcada pela violenta perseguição sofrida pelo Rei em campo, culminando na eliminação precoce da Seleção. Assim como Pelé, Gylmar atuou em apenas duas partidas, contra Bulgária e Hungria. Diante dos magiares, o goleiro sofreu uma contusão e sequer teve condições de saltar na cobrança de pênalti convertida por Mészöly, que decretou o terceiro gol húngaro.

Para o confronto contra Portugal, foi substituído por Manga. Orlando Peçanha participou apenas da partida contra os portugueses, mas teve a honra de vestir a braçadeira de capitão da Seleção Brasileira. Já Lima foi um dos poucos destaques de uma campanha marcada pela desorganização. O coringa santista, ao lado de Jairzinho, do Botafogo, foi um dos únicos jogadores a atuar nos três jogos do Brasil na competição.

Ele formou dupla no meio-campo com Denílson, do Fluminense, diante de Bulgária e Portugal, e com Gérson, do Botafogo, na partida contra a Hungria. A eliminação ainda na fase de grupos foi atribuída a uma combinação de problemas internos e à evolução tática do futebol mundial. O técnico Vicente Feola convocou nada menos que 47 jogadores durante o período de observações e desembarcou na Inglaterra sem uma equipe titular definida.

Em apenas três partidas, utilizou 20 dos 22 atletas convocados. Os únicos que não entraram em campo foram Zito, lesionado na véspera da Copa, e o jovem ponta Edu, que acabou sem oportunidade de atuar.

Seleção Brasileira em 1966 (Crédito: Assophis)