Santos já tem tecnologia do impedimento semiautomático instalado na Vila (Crédito: Raul Baretta/Santos FC)

A partida entre Santos e Chapecoense neste sábado (25), às 18h30min, na Vila Belmiro, pela 20ª rodada do Brasileirão, vai marcar a estreia da tecnologia do impedimento semiautomático (SAOT). O jogo do Peixe é o que abre a rodada, ao lado de Athletico-PR e Internacional, na Arena da Baixada. Todos os confrontos vão contar com o SAOT.

Na última terça-feira (14), a vitória dos Meninos da Vila sobre o América-MG por 1 a 0, pelo Brasileiro Sub-17, na Vila Belmiro, serviu de ‘jogo-teste’ para a etapa final do processo de homologação da tecnologia do impedimento semiautomático no estádio. Com o SAOT aprovado, o Alvinegro vai ter o primeiro duelo com o uso da tecnologia na Vila.

Os 19 estádios utilizados pelos clubes na Série A do Brasileiro e a Arena Barueri já tiveram a tecnologia do impedimento semiautomático instaladas. Cada estádio foi equipado com entre 28 e 32 câmeras dedicadas, com suporte de cinco servidores locais que garantem a conectividade do sistema. As imagens capturadas serão transmitidas em tempo real para a Central de Operações do Árbitro Assistente de Vídeo (VAR), da CBF, no Rio de Janeiro.

E a Central conta com 10 salas de controle integradas e equipadas com as tecnologias VAR e SAOT. No Brasil, o projeto incluiu inspeções técnicas, instalações, reuniões, avaliações de engenharia e uma extensa série de testes nos 19 estádios da Série A, posteriormente expandidos para 20 com a inclusão da Arena Barueri.

A implementação também envolveu treinamento abrangente para árbitros, oficiais de VAR e equipe técnica, bem como testes durante partidas oficiais e cenários simulados que validaram o sistema antes de sua estreia no Campeonato Brasileiro. O SAOT é alimentado pelo GeniusIQ, que ingere bilhões de pontos de dados capturados pelas câmeras dedicadas em cada estádio e, em seguida, identifica automaticamente possíveis situações de impedimento, seleciona os jogadores de ataque e defesa relevantes e localiza o ponto exato do chute antes de produzir uma visualização 3D da decisão de impedimento em segundos.

Os dados capturados pelo sistema são transmitidos para a sala do VAR, onde são combinados com informações de rastreamento de jogadores geradas por câmeras posicionadas em todo o estádio. A integração dessas tecnologias permite uma análise mais precisa das situações de impedimento e lances de mão na bola.