Filha de Peixe
Anita Efraim é jornalista, corredora e geneticamente santista. O amor pelo time, que é herança do pai, vem em todas as formas. Sempre com uma visão humana e crítica sobre um DNA alvinegro.
Hoje é muito fácil torcer para o Santos
Seleção do Santos no Século XXI. Atualmente, é muito fácil torcer para o Santos (Ilustração: Camilo Carvalho) O Santos completa 108 anos de vida nesta terça-feira. Destes, eu me formei como torcedor, provavelmente, nos 18 anos mais difíceis dessa gloriosa história. Nasci em 1977, filho de pai santista e "Gol, Juari!" foram algumas das primeiras palavras que aprendi a falar. Depois, tive em Rodolfo Rodriguez e Serginho Chulapa os primeiros ídolos santistas. Mas, praticamente junto com a minha entrada na escola, começou o período mais difícil. Quase sempre fui o único santista da classe ou, ao menos, o único que vestia a camisa e assumia o clube. Por cerca de dez anos, muitos amigos quase colocavam a mão na frente da boca para dizer que torciam para o Santos. Nada dava certo. Os jogadores que começavam a se destacar no clube eram trocados com rivais por jogadores de qualidade técnica discutível. César Sampaio para o Palmeiras e vieram Ranielli e Serginho Fraldinha. [...]
O DIÁRIO e a quarentena
Nova logo do DIÁRIO destaca a importância de ficarmos em casa (Crédito: Diário) Amigos santistas, estamos em um momento sem precedentes na nossa geração. A paralisação dos campeonatos e a quarentena para evitar o avanço do novo coronavírus provocaram um cenário completamente novo para os clubes de futebol, seus torcedores e até mesmo veículos de mídia (alguns canais, por exemplo, suspenderam seus programas). O DIÁRIO entende a gravidade da situação e destaca a importância de todos ficarmos em casa na quarentena. Nós até mesmo mudamos a nossa logo para chamar a atenção dos santistas para a necessidade de aceitarmos a determinação das autoridades. Mas entendemos também que o torcedor precisa ter opções nesse momento tão difícil para se distrair, para não ficar apenas com as más notícias do avanço da Covid-19 pelo mundo, para que a saúde mental não seja afetada durante o período, que ainda não sabemos quanto tempo vai durar. Por isso, nós vamos seguir aqui levando ao torcedor [...]
Santos e sua capacidade de gerar as próprias crises
Comitê de Gestão voltou a entrar em choque com o Conselho Deliberativo (Crédito: Ivan Storti/Santos FC) O Santos é um clube dividido. É dividido entre santistas de Santos e santistas de São Paulo, dividido entre famílias que sempre se serviram do clube (e dividido até mesmo dentro de algumas dessas famílias), dividido em dezenas de grupos políticos, que normalmente se aliam em época de eleição em projetos apenas de poder. Diante desse cenário, nenhum clube sofre tanto com "fogo amigo" quanto o Santos. A gestão atual é um grande exemplo, com presidente e vice que não se falam, com um trabalhando contra o outro desde o início do mandato (é exemplo, mas o problema não é exclusivo dessa gestão). Com o presidente, um santista de São Paulo, chamando a Vila de "puxadinho" no início do mandato e pregando o "choque" e não a união na divisão de jogos entre Vila e Pacaembu (depois percebeu a besteira e tentou amenizar o discurso). [...]
Razão ou desrespeito?
Veríssimo cobrou valorização após a vitória sobre o Delfin (Crédito: Ivan Storti/Santos FC) O jogo contra o Delfín, do Equador, teve seu termômetro influenciado pelo vazio do estádio e a falta de vibração da torcida. Foram 90 minutos de uma partida apática, de um time satisfeito com o placar de 1 a 0 e controlando o resto do jogo sem muita atuação do setor ofensivo. Pudemos observar nitidamente um elenco cansado, o que é normal, pois, estamos no meio de uma sequência intensa de jogos e que determinará o futuro do treinador e das ambições do Santos em 2020. Entretanto, o momento mais quente do jogo foi a entrevista do zagueiro Lucas Veríssimo. Quando perguntado pela imprensa sobre o interesse do Galo, ele cobrou publicamente uma valorização do seu trabalho. Lucas disse que ele não sabe se o Santos conta mais com ele ou com o dinheiro de sua possível venda, Jesualdo afirmou que o jogador é fundamental e o presidente [...]
Robinho é símbolo de um Santos vencedor e maior que Neymar
Na história do Santos Robinho será maior do que Neymar (Crédito: Divulgação) Ano sim, outro também, o atacante Robinho é alvo de especulações sobre a sua volta ao Santos. Não tenho a informação, mas tenho a sensação de que ele voltará neste ano ao final do seu contrato com o Istanbul Basaksehir, da Turquia. Em enquete realizada pelo DIÁRIO DO PEIXE, 75% dos torcedores aprovam a contratação do atacante. A maioria nem sabe que ele é, atualmente, reserva do Istanbul Basaksehir, que lidera o Campeonato Turco, muito menos que ele marcou pela última vez no dia 12 de outubro do ano passado. Torcedores querem a contratação de Robinho porque ele é um símbolo de um Santos vencedor. Um símbolo que a famosa "geração do quase" apagou da memória dos santistas. O último título do Peixe foi em 2016. Robinho teve três passagens pelo Santos e conquistou títulos em todas elas. Na primeira, o bicampeonato brasileiro em 2002 e 2004, com uma [...]
Sánchez é o líder que o Santos precisava
Carlos Sánchez assumiu o papel de líder do Santos (Crédito: Ivan Storti/SantosFC) Depois de um desempenho péssimo nos sete primeiros jogos da temporada, o Santos mudou. Se a organização tática ainda deixa (e muito) a desejar, a postura dos jogadores em campo é outra. A atitude ficou clara no primeiro tempo do clássico contra o Palmeiras e na estreia na Copa Libertadores diante do Defensa Y Justicia. A mudança passa muito pela postura e pela atuação de Carlos Sánchez, que merecidamente utilizou a braçadeira mais histórica do futebol mundial, a única com um Z, na partida desta terça. Teria partido de Carlos Sánchez as cobranças por uma mudança de atitude do time, uma marcação mais alta, com a pressão na saída de bola. Ele não só cobra, mas dá o exemplo sendo o jogador mais aguerrido da equipe e um dos melhores em campo na vitória sobre o Defensa y Justicia. O torcedor do Santos reclamava da geração do quase, quando [...]