Filha de Peixe2020-09-04T11:51:26-03:00

Filha de Peixe

Anita Efraim é jornalista, corredora e geneticamente santista. O amor pelo time, que é herança do pai, vem em todas as formas. Sempre com uma visão humana e crítica sobre um DNA alvinegro.

904, 2018

Futebol não se compra, se joga

Ser torcedor fanático de futebol é algo enigmático. Se você parar para pensar em tudo o que faz por seu time e o que recebe em troca, com certeza vai perceber que não faz sentido algum essa idolatria. É tanto sofrimento, unhas roídas, dinheiro gasto, tempo perdido, e então por que será que fazemos tudo isso? Bom, posso dizer que fazemos tudo isso para sentir pequenos momentos de glória, que passam tão depressa, mas fazem valer cada cabelo branco que o futebol nos dá. Começo meu texto dessa forma para contextualizar o que eu senti quando o Lucas Lima perdeu o pênalti no domingo. Eu sei que pode parecer besteira e um sentimento imaturo, sei também que muito disso é uma não superação da ida dele para o rival, mas eu não ligo de assumir minha felicidade momentânea depois que ele desperdiçou a cobrança. Tanto fazia o campeão, a “divida” dele já estava paga. Dizem que ser corintiano é saber sofrer dentro de campo, [...]

204, 2018

Poderia ter sido a gente…

O feriado acabou, o domingo de Páscoa passou, e que fim de semana sem graça o torcedor santista viveu... Vimos um primeiro jogo de final de Campeonato Paulista em que os principais personagens foram as agressões e os cartões, pouco futebol e muito bate-boca. Acho que o que me deixou mais triste foi ter aquele sentimento de “dava para estar lá e fazer muito melhor”, uma final que poderia ter nos rendido um bom dinheiro, com um elenco que valorizaria muito o título de campeão. Vamos usar aquela frase que ouvimos tanto neste século (“É só o Paulista”) e pensar para frente. Estamos começando o mês de abril, esta semana tem Libertadores, e em duas semanas estrearemos no Campeonato Brasileiro. Se o campeonato regional de fato foi usado para fazer testes, acertar e errar, então eu gostaria de elencar os maiores aprendizados que devemos levar para o resto de 2018. Gabriel Barbosa não é solução, é opção. Eu, particularmente, sou fã do Gabigol. Acho [...]

2903, 2018

Círculo virtuoso e o risco esportivo

Em uma das suas palestras no Brasil, Ferran Soriano, hoje CEO do City Group e autor do livro “A bola não entra por acaso”, explicou um pouco da visão do seu grupo ao assumir o Barcelona em 2003. O clube não ganhava um título havia 4 anos, tinha um prejuízo anual de 73 milhões de euros e uma dívida acumulada de 186 milhões de euros. O cenário lembra um pouco o Santos no início da gestão de José Carlos Peres. Sem títulos, com dívida alta e prejuízo financeiro no ano anterior. Ferran Soriano apresentou os dois modelos estudados pelo Barcelona, um chamado de Evolução e outro de Círculo Virtuoso. O primeiro cenário pedia uma drástica redução de despesas e um investimento moderado por dois ou três anos mesmo apresentando um grande risco esportivo. O segundo previa um forte investimento no time, uma redução de despesas rápida e uma aceleração do plano de negócios. Era o plano mais arriscado do ponto financeiro, mas foi o [...]

2603, 2018

Precisamos falar sobre o Vecchio

O presidente José Carlos Peres, o técnico Jair Ventura, os 6,5 milhões de torcedores e até o Baleinha e o baleião sabem que o Santos precisa contratar urgentemente um meia, um camisa 10 capaz de organizar o time e criar as jogadas ofensivas. Todos sabem também que esse jogador não vai chegar até amanhã, muito menos poderá enfrentar o Palmeiras na segunda partida das semifinais do Paulistão. Diante disso, precisamos falar sobre o Vecchio. O meia argentino foi titular nos 11 primeiros jogos do Paulistão (foi poupado no jogo contra o São Bento na última rodada) e foi titular nos dois primeiros jogos da Libertadores. Depois da expulsão de Gabigol diante do Nacional, no Pacaembu, Vecchio foi substituído no intervalo e não voltou mais para o time. Nos dois empates contra o Botafogo e na derrota para o Palmeiras o técnico Jair Ventura usou Jean Mota, Vitor Bueno e Diogo Vitor no meio-campo enquanto o argentino só acompanhou os jogos do banco de reservas. [...]

2203, 2018

O medo do santista diante dos pênaltis

Quando o jogo começou a se encaminhar para as penalidades máximas, eu admito que senti medo, os últimos dez minutos foram duros e intensos. Arthur Gomes entrou com vontade e parecia que sairia de seus pés a classificação, e de fato saiu, mas da forma mais dramática possível. Não é de hoje que as cobranças de pênaltis dão calafrios aos torcedores santistas. Temos um paredão no gol, isso ninguém pode negar, é o goleiro mais seguro que já tivemos em tempos - Vanderlei no Campeonato Brasileiro de 2017 defendeu um terço dos pênaltis cobrados contra ele. Mas, então, de onde será que vem toda a nossa angústia? Sim, infelizmente vem dos batedores. Temos o famoso DNA ofensivo, somos o time do contra-ataque e da sede por gols, mas quando se trata de finalizações em momentos decisivos o Santos decepciona. Desde a nossa última grande conquista, a da Libertadores da América de 2011, perdemos nos pênaltis para o Ituano em 2014 (Paulistão), para o Palmeiras [...]

1903, 2018

Qual é a tua cara, Santos?

As últimas semanas têm provocado sentimentos ambíguos no torcedor santista. O desempenho do time nos primeiros 15 jogos sob direção de Jair Ventura oscilou entre o medíocre e o entusiasmante, passando pelo frouxo, desinteressado e o preguiçoso, independentemente dos resultados. A chegada de Gabriel Barbosa, o Gabigol, trouxe um “punch” ao ataque que o Santos não havia exibido até então – considerando que os 3 a 0 na estreia do Campeonato Paulista contra o Linense não serve de parâmetro, já que até Rodrigão marcou um golaço naquele jogo. A partir daí o Peixe oscilou, ora perdendo em casa ora ganhando fora, mas sem entusiasmar os santistas. A estreia na Libertadores trouxe nova expectativa, pois era o momento de avaliar se o time teria chance de ir longe na competição. Para sorte do Santos, a estreia reservou o adversário mais fraco do grupo, o Real Garcilaso, do Peru, mas casado com um fator importante: a altitude de 3.400 metros de Cusco. A derrota por 2 [...]

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