A conquista do tricampeonato mundial da Argentina levou alguns fãs de futebol mais empolgados a comparar Lionel Messi com Pelé – ou pior, a colocar o argentino acima do Rei. É natural que vejamos cada vez mais disparates como esse, uma vez que a carreira de Edson Arantes do Nascimento foi construída em uma época em que a maioria dos torcedores não era sequer nascida. Aliás, comparar jogadores e tentar prever resultados é uma verdadeira paixão mundo afora. E se você também gosta desse tipo de entretenimento, aproveite o codigo promocional casadeapostas.com.

Em 1958, quando Pelé, então um menino de 17 anos, disputou sua primeira Copa do Mundo, o Brasil jamais havia vencido o torneio. Foi precisamente ele quem levou o nome do país aos quatro cantos do mundo e transformou a camisa amarela no uniforme mais temido e respeitado no futebol internacional. Aliás, naquela edição do Mundial, o “garoto” fez simplesmente dois gols na final, contra a Suécia.

E um deles foi antológico. Após receber cruzamento de Nilton Santos, Pelé matou a bola no peito, chapelou um adversário e chutou de primeira para balançar a rede. Repito: isto foi feito quando o Rei tinha apenas 17 anos. O que Messi estava fazendo com essa idade? E isso não é nenhum demérito ao argentino, que sem nenhuma dúvida é um dos grandes jogadores da história do futebol. Mas comparar qualquer outro atleta a Pelé beira o absurdo.

Ao todo, Pelé disputou quatro Copas do Mundo e venceu simplesmente três delas. Messi, por outro lado, participou de cinco para conseguir ganhar uma. E, sim, ao longo dessas edições o argentino teve excelentes companheiros ao seu lado, como Riquelme, Verón, Sorín, Cambiasso, Crespo, Aimar, Mascherano, Tévez, Agüero, Di Maria, entre muitos outros.

Edson Arantes do Nascimento foi o responsável por transformar o Brasil no “País do Futebol” e por estabelecer a camisa 10 como o fardamento do craque. Com a seleção brasileira e com o Santos, ele protagonizou lances inesquecíveis, conquistou inúmeros títulos e praticamente criou ou aperfeiçoou movimentos que ainda hoje são utilizados no futebol. Vale a máxima: “Tudo o que o seu jogador favorito faz, o Pelé já fez”.

Aliás, o garoto nascido em Três Corações (MG) parou até uma guerra civil. Quando o Santos excursionou pela Nigéria, em 1969, o país vivia um conflito armado. Só que, para que Pelé e seus companheiros pudessem jogar em Benim, era preciso um cessar-fogo. E foi isso o que aconteceu – os dois lados abaixaram as armas para que o Rei do Futebol pudesse pisar nos gramados e encantar o povo nigeriano.

Com tudo isso, não é possível comparar nenhum outro jogador de futebol ou mesmo algum atleta de outra modalidade a Pelé. Ele paira acima de todo o resto. Intocável. Incontestável. Inigualável.