
Torcedores do Santos jogaram bomba no campo da Vila Belmiro após derrota para o Corinthians (Crédito: Guilherme Lesnok)
O Santos viveu na noite desta quarta-feira (21) uma clima de guerra após a derrota para o Corinthians por 2 a 0, na Vila Belmiro, pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro. Com isso, o Peixe vive uma nova ameaça de punições pelo ocorrido.
Aos 41 minutos do segundo tempo do clássico, torcedores arremessaram rojões no gramado e começou um cenário de guerra na Vila. protestos direcionados também à diretoria pelo desempenho da equipe que não vence há nove jogos.
Após ver a situação piorar e dezenas de seguranças do Santos entrarem em campo, o árbitro Leandro Vuaden encerrou o jogo. Já os jogadores do Santos ficaram no centro do gramado, cercados pelos seguranças. O Corinthians também enfrentou dificuldades para deixar o campo.
Em rápido contato ao DIÁRIO DO PEIXE, o procurador-geral Ronaldo Piacente, do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) confirmou que nesta quinta-feira (23) que vai analisar as imagens e pedir interdição ou portões fechados já para o confronto deste domingo, contra o Flamengo (25).
O Santos pode ser enquadrado nos parágrafos I e III artigo 213 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), quando o clube “deixar de tomar providências capazes de prevenir e reprimir”.
- I — desordens em sua praça de desporto;
- III – lançamento de objetos no campo ou local da disputa do evento desportivo.
O código disciplinar do STJD define multa de até R$ 100 mil e perda de mando de campo de um a dez jogos. A situação é definida após análise das imagens e súmula do árbitro do jogo.
“Quando a desordem, invasão ou lançamento de objeto for de elevada gravidade ou causar prejuízo ao andamento do evento desportivo, a entidade de prática poderá ser punida com a perda do mando de campo de uma a dez partidas, quando participante da competição oficial”, diz o código disciplinar.
A situação é semelhante com o que aconteceu no dia 13 de julho do ano passado, também contra o Corinthians. Após bombas jogadas no campo, um torcedor invadiu o campo e tentou agredir ao goleiro Cássio. O STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) puniu o Peixe com a perda de mando de campo de duas partidas e em R$ 35 mil de multa.
Outra situação aconteceu em maio de 2022. A Conmebol aplicou uma advertência e multa de US$ 30 mil (cerca de R$ 150 mil) ao Santos pela invasão de campo por torcedores após o final do jogo diante do Unión La Calera (Chile), na Vila Belmiro, ainda pela fase de grupos da Copa Sul-Americana.
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Pode ser, pode ser, pode ser. A notícia mais importante é: O TÉCNICO JÁ FOI DEMITIDO??????
Eu já falei todos os motivos pelos quais sou contrário ao Rueda, mas vamos com calma. A “cama tá armada” para a volta do Marcelo Teixeira e boa parte da cidade de Santos, da mídia esportiva de Santos, está em êxtase. Se isso acontecer, jamais sairemos desse ciclo vicioso. BOA PARTE desses mesmo torcedores gritaram no protesto de sábado a seguinte frase: Ô ô ô SAF É O CARA…! O torcedor que ama realmente o Santos, sendo de Santos ou de Fora, sabe que PARTE dessa torcida, desse comitê de gestão, dessa mídia, não quer perder essa “posse” que deduzem ter sobre o clube que só tbm tamanha grandeza por explorar cada parte deste país e do mundo.
Por isso gosto bastante de acompanhar o SORMANI, parece ser um dos únicos que não tem rabo preso com ninguém, que não busca benefícios próprios em cima de uma paixão nacional que é o Santos Futebol Clube. Muita calma nessa hora, talvez eles queiram exatamente isso que está acontecendo…
Pois é. Se o clube for multado, vai sobrar para o sócio pagar, para variar.
Pode????? O crime foi cometido pela segunda vez em menos de um ano. Tem que ser interditada por muito tempo.
Independentemente do péssimo trabalho de Odair Hellmann, há tempos venho dizendo que o Santos pratica há três anos o pior futebol da Série A. Pior inclusive do que o de times rebaixados nesse período. Só não caiu por um aborto da natureza. Quase 10 técnicos, de diversas nacionalidades e estilos, passaram pela Vila e nada mudou. Culpa de contratações desastrosas e da insistência com cabeças-de-bagre superestimados saídos da base, como Marcos Leonardo, Ângelo e vários outros.