Leandro Silva, o Cuquinha, será o treinador do Santos na estreia do Paulistão (Crédito: Ivan Storti/ Santos FC)

O Santos não poderá contar com Fábio Carille para a estreia do time no Campeonato Paulista de 2022. Diagnosticado com Covid-19, o técnico sequer viaja para Limeira, onde o Peixe enfrenta a Inter nesta quarta-feira (26), às 19h. Sem o treinador, que está assintomático e permanecerá em isolamento, na beira do gramado o elenco santista será comandado pelo auxiliar Leandro Silva, o Cuquinha.

“Infelizmente, ele acabou pegando a Covid-19 justo nessa largada da competição. Mas ele está bem e logo estará com a gente de novo. Os trabalhos continuam, sempre com a supervisão dele, e temos um compromisso importante para começar bem a temporada. Quando você larga bem em todo início de competição, a tendência é ir ganhando confiança e atingir os objetivos que traçou. Vai ser um Paulista bem difícil. As equipes rivais estão fortalecidas, mas estamos contentes com tudo que fizemos na pré-temporada. Estamos confiantes e esperando ter uma estreia positiva nesta quarta”, afirmou o auxiliar.

Natural de Blumenau, em Santa Catarina, Leandro começou a carreira como jogador no Coritiba, onde permaneceu por 11 anos, entre base e profissional. Ainda garoto, atuava no time de um projeto social chamado Cuquinhas do Honório, o que gerou o apelido de Cuca ou Cuquinha. Volante de origem, rodou por diversos clubes do país e chegou a atuar como zagueiro na reta final da carreira antes de se aposentar em 2009, iniciando a trajetória como auxiliar na sequência.

“Após passar 11 anos no Coritiba, acabei jogando em mais 18 clubes. Na época não existiam muitos contratos longos, então acabávamos mudando bastante. Tive a oportunidade de trabalhar com grandes profissionais e aprender muito até decidir mudar de área no fim dos anos 2000, ampliando ainda mais a visão sobre futebol”, explicou.

Os caminhos de Leandro e Carille se cruzaram pela primeira vez em 1996, quando o atual treinador e, na época experiente zagueiro, foi contratado pelo Coxa e encontrou o jovem Cuquinha recém-promovido da base na equipe principal. Juntos, eles atuaram por Coritiba, Iraty, XV de Piracicaba e Juventus, e criaram uma amizade que já dura mais de 25 anos.

Seguiram por caminhos diferentes, mas Carille fez uma promessa ao amigo: o levaria como auxiliar quando assumisse como treinador de alguma equipe. E aconteceu em dezembro de 2016, quando o técnico passou a comandar o Corinthians. Desde então, a dupla também passou por Al-Wehda e Al-Ittihad, da Arábia Saudita, antes de chegar ao Santos em setembro de 2021.

“A gente se conheceu em 96, quando estávamos no Coritiba. Depois daquilo ainda jogamos em mais uns cinco clubes juntos, acho. E tivemos aquela convivência concentração, jogos, morar juntos, então firmamos uma amizade bastante sólida. Lá em 2000, quando estávamos na Juventus, a gente decidiu que caminharia na área técnica após encerrar a carreira. Cada um seguiu por um lado, mas sempre mantivemos o contato. E em 2017 tivemos a oportunidade de iniciar um trabalho juntos com ele de treinador e estamos até hoje assim. Temos uma sintonia bem grande e esperamos que ela seja muito vitoriosa aqui no Santos”, concluiu Leandro Silva.