A mesa do Conselho do Santos se reuniu na semana passada e encaminhou, junto da Comissão de Estatuto, o ofício que dá ao vice-presidente Orlando Rollo 30 dias para definir se irá renunciar ou continuar no cargo. O dirigente pediu afastamento no dia 28 de janeiro por conta da “autonomia nula” que tem dentro do clube, já que o presidente José Carlos Peres o retirou do comando das portarias Futebol Feminino, Segurança e Esportes Olímpicos.

“A Secretaria do Conselho Deliberativo está incumbida de enviar, creio que (tenha chegado ao Rollo) sim (o ofício)”, disse o presidente do Conselho Marcelo Teixeira.

Em contrapartida o vice, em contato com a reportagem, explicou que está fora do Brasil e protocolou no Conselho a viagem e a situação.

“Eu estou nos EUA fazendo um curso policial com a SWAT. Então fui até o Conselho informar que estaria em viagem internacional e que espero tomar ciência dos pareceres sobre a minha licença e sobre a portaria do Peres no meu retorno. Estou esperando providências do Conselho há 7 meses”, explicou Rollo.

O DIÁRIO teve acesso a documentação em que o vice protocolou no último dia 18. Nela, Rollo relata a viagem que fez aos Estados Unidos, que terá término apenas no final de maio, e exige os documentos da Comissão de Estatuto em que dá prazo de 30 dias para a licença.

“Importante salientar que o requerente assim se programou, vez que não havia qualquer manifestação da Comissão do Estatuto e do próprio Conselho Deliberativo em um período razoável de tempo. Ou seja, há mais de sete meses o requerente aguarda alguma posição oficial da Presidência do Conselho Deliberativo. Assim sendo, conforme acima dito, requer o Vice Presidente Eleito e licenciado do Santos Futebol Clube, Orlando Galante Rollo, cópia do parecer da Comissão de Estatuto que entende por ilegal a Portaria da lavra da Presidência, que impede o vice presidente de exercer seu mandato, conforme previsão legal estatutária e cópia do parecer da Comissão de Estatuto, que entende da impossibilidade de licença do vice, para que, assim que retornar ao Brasil, de sua atividade profissional oficial, possa comparecer ao clube, na Secretaria do Conselho Deliberativo, para ficar ciente da integralidade dos referidos documentos, podendo, em seguida, agir no que for melhor ao interesse no Santos Futebol Clube”.