Patrick jogou no segundo tempo contra o Mirassol (Crédito: Raul Baretta/Santos FC)

O meia-atacante Patrick não foi relacionado para os dois últimos jogos do Santos. A última participação do camisa 88 foi no segundo tempo do empate sem gols contra o Mirassol, no dia 25 de junho, pela 12ª rodada da Série B. Depois, ficou de fora das vitórias sobre a Chapecoense (1 a 0) e Ceará (1 a 0), quando nem no banco de reservas sentou.

Anunciado na metade de abril, Patrick chegou com status de grande contratação, mas soma apenas sete jogos pelo Peixe. O atleta estreou diante o Guarani na goleada por 4 a 1, na Vila, no dia 6 de maio. Diante do Bugre atuou 27 minutos.

Ainda somou minutos contra Amazonas, Ponte Preta, Brusque, América-MG, Novorizontino e Mirassol. Contra o Botafogo-SP, Operário e Goiás, ele não entrou em campo.

O coordenador do Santos, Alexandre Gallo, afirmou em coletiva recente que a contratação de Patrick foi pensada visando o acesso à Série A, em 2025. Marcelo Teixeira, também em coletiva de imprensa, cobrou do atleta um melhor desempenho após o Peixe ter uma sequência ruim na Série B.

“Nós contratamos ele pensando em Série A, o atleta reduziu 30% do salário para jogar no Santos. Todos foram unânimes em trazer ele. A gente espera que ele possa performar. Nós entendemos que pelos últimos jogos no Atlético-MG ia performar com a gente. Só jogou 180 minutos. Hoje não vemos (possibilidade de rescisão), vamos aguardar as coisas acontecerem”, reforçou Gallo na época.

Patrick assinou contrato com o Santos até o final de 2026. O Peixe pagará um milhão de dólares ao time mineiro em doze parcelas de R$ 400 mil a partir do próximo ano. Diante do ‘custo-benefício’, ele tem sido criticado pela torcida e o técnico Fábio Carille chegou a dizer que ele aparecerá em momentos de bons resultados.

Após o duelo contra o Mirassol, Patrick deu entrevista. Depois das declarações, não foi mais relacionado por Carille para os jogos do Peixe. O jogador na época negou estar fora de forma.

“Eu vim para ajudar, para tentar somar. Infelizmente, não estou vivendo a fase que eu queria estar passando, mas vou seguir trabalhando. Acredito que a gente está em um bom projeto, temos uma boa equipe. Momentos ruins todos vão passar. Se a gente continuar trabalhando, continuar se esforçando, a gente pode reverter essa situação. Não é hora de apontar dedos. Tenho que assumir minha responsabilidade. Tenho ciência de que eu posso dar mais. Vou seguir trabalhando, colocar minha cabeça no lugar e dar uma resposta não só para o clube, mas para todo mundo para ontem”, afirmou o jogador na ocasião.

No duelo contra o Ituano na segunda-feira (15), a expectativa é que Patrick pelo menos no banco esteja. Giuliano, meia titular, está lesionado e a comissão técnica tem dificuldade nas opções de jogadores para o setor.

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