
Cuca planeja time misto no jogo de volta contra o Macará (Foto: Reprodução / Santos TV)
O técnico Cuca deixou claro que o Santos não pretende abrir mão do Campeonato Brasileiro mesmo diante da maratona de jogos e da disputa simultânea de três competições. Após a vitória por 2 a 1 sobre o Macará, nesta quinta-feira, pela ida das oitavas de final da Copa Sul-Americana, o treinador descartou preservar titulares por opção, mas confirmou que fará um rodízio no elenco com base na condição física de cada atleta.
O próximo compromisso da equipe será neste domingo, às 16h (de Brasília), contra o Vasco, em São Januário, pela 23ª rodada do Brasileiro. O confronto é direto na luta contra a zona de rebaixamento, já que as duas equipes iniciaram a rodada com 22 pontos. Questionado sobre a possibilidade de priorizar as Copas e descansar atletas no Brasileirão, o treinador foi direto e disse que não irá poupar no nacional.
“Imagina que eu vou poupar no Brasileiro. Você está louco? Não vou poupar no Brasileiro. O Brasileiro é uma prioridade nossa, não adianta. Ser campeão e não estar na primeira divisão no ano que vem… Pergunta para o torcedor do Santos o que ele prefere. Para mim também, para todos. Então, a gente tem que recuperar o terreno perdido no Campeonato Brasileiro”, afirmou o treinador.
Apesar de descartar uma preservação generalizada contra o Vasco, Cuca reconheceu que a rotação de peças será inevitável devido ao desgaste físico e ao intervalo curto entre as partidas da temporada.
“É obrigatório fazer isso, senão você vai acabar perdendo mais jogadores. Nós não temos nem 72 horas para jogar com o Vasco no domingo, fora de casa, e é um jogo muito importante”, explicou.
O treinador destacou que o clube disputa simultaneamente o Brasileirão, a Sul-Americana e as quartas de final da Copa do Brasil, onde enfrentará o Palmeiras, reforçando a necessidade de cautela na gestão do grupo.
“A gente não pode abrir mão de competição nenhuma, mas tem que ser bastante responsável quanto a isso, para não acabar perdendo mais jogadores”, disse.
A tendência é que as alterações ocorram a partir dos dados de recuperação individual de cada atleta, visando manter a competitividade sem elevar o risco de novas lesões no plantel.
“Se você não rodar, não vai aguentar. O jogador não vai aguentar jogar nessa intensidade, em um jogo tão duro e físico como foi o de hoje. Se eu sentir que o jogador não está 100%, a gente vai rodar, vai fazer outros que estão em uma condição física melhor jogar. É o caminho que a gente tem: mexer, rodar o grupo, porque não é só por prevenção de lesão, é para poder competir também”, completou.
Por fim, o técnico ressaltou que a entrega demonstrada em campo no duelo continental precisa ser mantida na campanha de recuperação dentro do torneio nacional.
“A gente tem que recuperar o terreno perdido no Campeonato Brasileiro. Tem que jogar nesse tipo de intensidade, de entrega que a gente teve. Só que não é todo dia que você consegue colocar em prática tanta entrega assim. Você não vai estar na condição ideal”, concluiu.




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