
Cuca deu entrevista coletiva depois do jogo (Crédito: Ivan Storti/Santos FC)
O técnico Cuca surpreendeu na escalação do Santos para a noite desta quarta-feira, na partida diante do Vasco da Gama. O treinador resolveu poupar Luan Peres e colocou Alison na zaga, com Jobson sendo mantido no meio. Na entrevista coletiva virtual depois do jogo, ele explicou a escolha.
“Titular é o Alison. Hoje deu uma rodada de novo (no elenco), tínhamos uma zaga rápida, porque o Vasco só tinha um atacante. Eu não consegui criar muito pela forte marcação do Vasco”, explicou;
A formação inicial foi mudada já no intervalo, quando Cuca tirou Jobson para colocar Luan Peres, adiantando Alison. O treinador explicou as mudanças para tentar ganhar o jogo.
“Jobson tinha cartão, estava recuado, nós adiantamos Alison e depois tiramos. Fomos com Sánchez como primeiro, Arthur e Jean Mota, que sentiu na primeira jogada. Mexemos como senti que poderíamos melhorar, mas não foi suficiente”.
Cuca terá apenas dois dias para avaliar a condição física dos jogadores e definir o time que entrará em campo no próximo sábado. O Peixe visita o Ceará, no Castelão. O Santos está na 11ª colocação do Campeonato Brasileiro, com oito pontos.
Fez burrada. Desmontou a zaga e não conseguiu dar um jeito no meio de campo. O Alisson é baixo para a posição de zagueiro e o jogo aéreo não é o seu forte. Além disso, já vimos que o MMAlisson gosta de jogar com os braços abertos. Dentro da área isso é um potencial para a marcação de penalidades. O Alisson teve participação direta nos dois gols do Vasco. O Jobson também. Se o Alisson mal consegue jogar na posição de origem, o que o Cuca poderia esperar do jogador fora da posição, improvisado? E essa estória de jogador “versátil”, polivalente, que joga em várias posições é uma ficção. São raros os que são bons em uma única posição. Alguns jogam razoavelmente na sua posição de origem. Uma grande parte engana e o restante é ruim. Jogador que joga em mais de uma posição, em alto nível é muito raro, tão raro quanto o surgimento de “raios”,”jóias” na base do Santos FC. Não adianta colocar para jogar e depois vir com a estória de que precisa tempo, adaptação ou fazer uma análise baixando o nível de exigência, dando um desconto. Essa ficção do jogador polivalente já teve o Jean Mota como protagonista, jogador que seria capaz de jogar bem de lateral, volante, meia, centroavante e todo mundo sabe que não é nada disso. E quem não se lembra do lateral ambidestro? Contratado por causa dessa qualidade, no primeiro jogo em que foi deslocado para a lateral esquerda refugou e disse que só tinha jogado ali como quebra galho, por falta de outra opção. Ambidestro porque joga mal nas duas laterais. E, por falar na base, todos os dias falam em “jóias” que estão queimando etapas, garotos que nem chegam a mostrar que são diferenciados numa competição nacional de Sub 20 e já posam de novos raios. Jogadores que supostamente seriam monitorados pelos grandes clubes da Europa, cujos pais e empresários fazem novelas para assinatura do contrato por conta da alegada concorrência de clubes interessados e, quando chega na hora de mostrar que têm garrafa para vender, os caras não rendem porque ainda não têm o físico desenvolvido, os garotos não jogam nada porque sentem o peso da camisa, os moleques estão tímidos porque precisam de rodagem, ou os meninos precisam de tempo para a transição. Enfim, jogador polivalente e jóia da base são artigos raros.