
O técnico Cuca lamentou as chances perdidas pelo Santos na derrota para o Vasco (Crédito: Ivan Storti/SantosFC)
O Santos finalizou 19 vezes diante do Vasco neste domingo, em São Januário, mas não marcou e acabou derrotado por 1 a 0. Após o jogo, o técnico Cuca lamentou o aproveitamento ruim nas finalizações.
“É um número alto de finalização fora de casa, mas não fomos felizes. Fernando Miguel pegou duas, três bolas difíceis e nas demais não tivemos a fortuna de fazer gol. O Vasco finalizou bem menos, quatro, cinco gols, mas saiu na frente, fez o gol”, afirmou o técnico.
Cuca lembrou que tentou de todas as formas reverter o resultado. O Santos chegou a atuar com cinco atacantes, mas não conseguiu vencer a defesa do Vasco. O treinador elogiou o desempenho defensivo do time carioca.
“Depois do gol eles passaram a administrar. Fecharam bem as linhas, marcaram muito bem. Tivemos o controle do jogo, a posse de bola, mas não tivemos a eficácia para empatar. É mais mérito do Vasco, eles se fecharem bem e administrarem a vitória”, analisou.
O Cuca segue a linha da maioria dos treinadores brasileiros, no estilo “paizão”, similar à família Scolari, papai Joel e outros por aí. Não a toa, estrangeiros têm ganhado destaque nestas terras tupiniquins. Outra característica marcante dos treineiro brasileiros e a invencionice. Já vimos isso com Osvaldo Oliveira, Enderson Moreira, Jair Ventura e Dorival Junior. O mestre Cuca não é exceção. O lateral direito Madson ja atuou de zagueiro, ponta direita e centroavante; o zagueiro Laercio já jogou de centroavante; o lateral esquerdo Felipe Jonatan já atou de meia; o volante brucutu Alisson já jogou de zagueiro; o volante Jobson idem; o Jobson também foi colocado como meia; não fosse a Covid, o volante Balieiro teria jogado como lateral direito; o Pituca tem sido colocado como meia; o Jean Mota já jogou de Alá pela esquerdo, ponta esquerda; Arthur Gomes já tentou atuar como meia; o Marinho já foi colocado como centroavante e meia armador; Soteldo, com seus 1,59 m já jogou de centroavante e meia; o Lucas Braga já jogou de lateral esquerdo, lateral direito; o Kaio Jorge joga de volante avançado. Por várias vezes os técnicos reclamam da falta de tempo para entrosar a equipe, de modo que isso deve ser importante. Se jogadores nas suas posições de origem requerem tempo para ganhar conjunto, qualquer idiota já pode imaginar o que pode acontecer com um time com vários jogadores deslocados de suas posições, jogadores que não tem a familiaridade com o posicionamento em campo e com a função, ainda mais quando, em determinado momento, no desespero, o treineiro desarranja a formação da equipe colocando vários atacantes sem ter um meio de campo para organizar as jogadas. Por fim, outra coisa que não dá para entender e “poupar” o Soteldo e o Marinho quando o time está descansado é estruturado e colocá-los quando o time está em desvantagem no placar, para correr atrás de resultado, com o time todo bagunçado. Fica todo mundo correndo aleatoriamente, tentando resolver tudo por si próprio, sem jogadas minimamente organizadas. O desgaste físico é muito maior. O Marinho chegou a aparecer na posição de zagueiro central porque o volante Alisson, que foi deslocado para a zaga estava perdido no posicionamento. Enfim, o Cuca fez uma lambança tática e desmontou o Santos FC, dando mole para um time visivelmente inferior ganhar o jogo. O Santos FC desperdiça pontos de forma inaceitável para quem disputa uma competição, lembrando que a posição final na tabela tem reflexo na premiação.