
Cuca analisou momento ruim do Santos com salário em atraso, transferban, saídas e sem reforços (Crédito: Raul Baretta/Santos FC)
O Santos sofreu um novo transferban por conta da dívida com o Monaco, da França, ainda da época da contratação do meio-campista Jean Lucas. Além disso, vive mergulhado em uma crise financeira, que tem gerado dificuldades até para arcar com os compromissos mensais. Por isso, tudo, o técnico Cuca foi direto quando questionado, após o amistoso contra o União São João, sobre o que projeta para o segundo semestre do ano.
“Eu estou completamente adaptado ao Santos e sei das dificuldades. Não posso de forma alguma colocar a faca no pescoço de alguém. Não é meu perfil. Eu vou extrair o máximo que posso dos meninos e do elenco que tenho. Se não conseguirmos trazer e colocarmos o salário em dia ou perto disso, é o maior reforço”, disparou, sincero.
“Não adianta por três jogadores e estarem com salários atrasados. Não adianta. Não vamos ter reforço nenhum. Eu sei do momento do clube e temos que entender. Sei que vou ser parceiro e mais tarde quem sabe o Santos não seja meu parceiro, porque futebol é resultado. Todo mundo sabe. Pessoal está correndo atrás para sanar com imagem. Temos confiança no presidente, no Marcelinho e nem por isso deixam de correr ou treinar como estão fazendo. Estamos contente com o profissionalismo deles. Temos confiança na diretoria para equilibrar as coisas para nos”, completou.
Cuca e o trabalho de “presidente”
Cuca brincou sobre fazer um trabalho de ‘presidente’ e ressaltou que gosta de trabalhar assim. A diretoria afastou o zagueiro Zé Ivaldo, com o lateral-direito Mayke e o volante Zé Rafael, rescindiu com o volante Tomás Rincón e vai liberar o atacante Lautaro Díaz. O treinador avaliou as saídas e falou de buscar opções na base já que não tem como trazer novos atletas.
“Eu gosto de fazer esse tipo de trabalho. Promover jovens jogadores, resgatar jogadores abaixo e me sinto bem. Meu prazer é trabalho. Quando vimos o trabalho fluir, o que treina e acontece nos jogos. O Santos tem um ano político, temos dificuldades nesse momento e tiramos quatro, de repetente Lautaro vai sair. Tivemos cinco saídas e nenhuma chegada. Já estava curto, buscamos na base. Mostramos para o torcedor, o segundo tempo foi até melhor que o primeiro, entraram bem. Eles aproveitaram bem e da um ânimo para todo mundo”, completou.
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Por fim, apesar do momento ruim, o comandante acredita em um segundo semestre melhor e achar ‘remédios’ na base. Além de ter um time melhor fisicamente para não sofrer tanto diante do segundo turno no Brasileirão, oitavas de final da Copa do Brasil e playoff da Sul-Americana.
“Tenho muito otimismo de fazer um segundo semestre melhor e termos menos lesões. Ter uma condição física melhor para ter menos substituiçoes ao decorrer dos jogos. Acho que esse é o caminho que temos que trilhar, o Santos sempre achou os remédios dele na base. Foi com tantos que passaram. As vezes não conseguimos ter tudo que precisamos vindo da base, precisando de um ou outro jogador que equilibre o elenco. Estamos procurando fazer, tentando extrair o melhor deles no treinamento para passar um segundo semestre bom. São três competições, existe desgaste, suspensão e lesão. Muitas viagens, exterior e temos que dar um jeito de sair da zona de trás do Brasileiro e ir o mais longe possível, quem sabe uma final, de um mata-mata seja Copa do Brasil ou Sul-Americana”, concluiu.




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