
Cuca chegou ao 12º jogo de invencibilidade na temporada (Crédito: Ivan Storti/Santos FC)
O Santos conseguiu uma importante vitória contra o Grêmio neste domingo e o técnico Cuca gostou do que viu dentro de campo. Para o treinador, o Peixe foi melhor na partida, só pecou em não matar logo o jogo. Cuca fez uma análise da partida em entrevista virtual depois do jogo.
“Vi um bom jogo. Bem jogado, com as duas equipes tentando a vitória. Nós, jogando em casa, saímos para o jogo. Foi muito bem jogado. Fizemos diversas jogadas para tentar envolver o adversário e em algumas fomos felizes. Fizemos um gol e pecamos em não fazer o segundo. A gente acabou sendo surpreendido. Segundo tempo foi mais difícil. Renato tem o time a mão. Jogo bem pensado pelo treinador do outro lado. Mesmo tomando o gol de empate, continuamos a jogar. Acabamos sendo premiados com o segundo gol”.
“Pecado na criação não. Temos pecado na definição. A gente tem trabalhado esse quesito, pouco que dá. Tem dias que o jogador vai ser feliz, outros não. Bola do Jean Mota era para entrar, foi na trave, do Marinho, do Pituca”, concluiu.
O Santos se prepara agora para a próxima rodada do Campeonato Brasileiro. A equipe recebe o Atlético Goianiense, nesta quarta-feira, 20h30. O Peixe ocupa a sexta colocação na competição, com 24 pontos, seis a menos que o líder Atlético Mineiro.
O Cuca tem méritos no trabalho de vestiário. O treineiro conseguiu blindar os jogadores e erguer o moral da equipe, mas em campo tem cometido equívocos tanto na escalação como nas substituições. O time é extremamente dependente do Marinho, que está dando sinais de desgaste físico (logo, logo, vai ter problemas na coluna por carregar o time nas costas). O time entra com dois primeiro volante e o Jean Mota bem avançado. No meio um buraco, que algumas vezes é preenchido pelos laterais e na maior parte do tempo exige o recuo do centroavante. O Kaio Jorge tem voltado para fazer jogada no grande círculo do meio de campo. Quando a bola chega no ataque, o Kaio não está onde tinha que estar ou já chega tropeçando nas pernas porque está longe da área e recusa correr muito. O Cuca pediu para o Kaio sair da área, jogar pelas laterais e voltar para povoar o meio, mas o jogador se desgasta demais e produz pouco na sua função que é chutar no gol. Por sua vez, o Jean Mota fica sumido. Parece que tem dificuldade de jogar de costas para o gol e produz mais como falso 9, chegando de frente. O Lucas Lourenço, nos poucos minutos que joga, parece mais efetivo. Na ausência do Soteldo, o Cuca tem um problema:o Lucas Braga e o Arthur Gomes são fracos. O Arthur Gomes ainda não encontrou uma posição. Não ecumênico jogador de passes, assistências, não é um grande driblador no um contra um e também não é velocista, daqueles de apostar corrida com o defensor e chegar na frente. Parece lento para jogar de ponta. O Madson é mais centroavante que o Kaio é mais ponta que o Lucas Braga e o Arthur Gomes. Ontem, para justificar a necessidade da contratação do Laercio (que pode ser até bom jogador, mas cuja contratação não era prioridade), colocou o jogador destro para jogar com o destro Veríssimo (pela cabeça do Cuca, dois canhotos não dá, mas dois destros ok). Para colocar o Laercio, mexeu em duas posições, quarta zaga e lateral. Se havia a necessidade de tirar o Felipe Jonatan, bastava colocar o Wagner Palha, mas o Cuca, definitivamente, não confia na base. Aos 20 minutos do segundo tempo, vários jogadores se arrastavam em campo e o Cuca, que poderia fazer cinco substituições, assistindo a pressão do adversário. Precisa focar esperto, porque o Atlético GO é um time limitado, mas que corre até o final, com muita entrega, pressão nascida de bolacevtransicao rápida. Se ficar de bobeira, assistindo, esperando o baleado Marinho resolver, corre o risco de perder preciosos pontos em casa contra uma equipe fraca.