
Paulo Turra espera ter um time ofensivo (Crédito: Raul Baretta/Santos FC)
O técnico Paulo Turra já tem uma ideia de como será o time do Santos sob o seu comando. Antes de falar da parte tática, porém, o treinador detalhou alguns pontos que serão fundamentais para a equipe crescer de rendimento e deixou claro: o Peixe precisa ser competitivo.
O técnico Paulo Turra trabalhou na segunda-feira (26) pela primeira vez no gramado do CT Rei Pelé como técnico do Santos. Ao lado de sua comissão formada por Felipe Endres, Adir Kist e Leonardo Monteiro, o trabalho durou cerca de duas horas e “sobrou” intensidade.
“O Santos tem uma equipe de qualidade, que através do meu trabalho e da comissão, será potencializada. Não tenho dúvida nenhuma em afirmar isso. Vamos potencializar com trabalhos específicos, minha ideia de jogo, podemos ser equilibrados no atacar e defender. Vamos conhecer mais a equipe no dia a dia e o Santos, na nossa metodologia de trabalho, vai ser agressivo e intenso. Caso contrário, não há caminho. Fui bem claro na apresentação aos jogadores: competir, intensidade e emergência. São essas as três palavras no vestiário. Sem competir, pode ter 10 Messi, 10 Cristiano Ronaldo, 10 Neymar. Sem intensidade, a mesma coisa. E pelo momento, a emergência. Sermos cirúrgicos”, disse Paulo.
Em relação ao popular DNA ofensivo, conhecido historicamente no Peixe, o treinador garantiu que o time será um time que joga para frente, mas promete equilibrar os setores para sofrer menos na defesa.
“Essa questão do DNA Ofensivo muito orgulha o Santos, por todos os grandes craques que passaram, mas o que eu penso é que eu preciso equilibrar a equipe, atacar sem me preocupar em defender e defender sem me preocupar em atacar, com equilíbrio. E vamos equilibrar. Nossos jogadores com a bola precisam se concentrar nas ações ofensivas para, no lado mental, termos equilíbrio, e vai toda a questão de apenas dois treinos até agora. São comportamentos que nos treinamentos, perante a ideia de jogo, vamos aplicar. O Santos vai, sim, ser ofensivo, mas defensivamente será muito bem-organizado. Para atacar, precisa ter a bola. E para ter a bola, precisa correr muito para recuperar. Muito e organizadamente. Com a bola, o Santos tem condições de ser ofensivo, sim. Porém, para ser ofensivo precisa ter equilíbrio, não é atacar que nem índio como se falava no passado”, completa o treinador.
O Santos volta a campo na próxima quinta-feira (29), contra o Blooming-BOL, na Vila Belmiro, pela última rodada da Copa Sul-Americana. Já eliminado, o treinador deve utilizar uma equipe mista no confronto. O Peixe não vence há 10 jogos, com cinco empates e cinco derrotas.
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Essa bobagem do “DNA ofensivo” é uma das doenças do Santos ao lado do “só a base salva”, do “a Vila Belmiro é mortal para os adversários” etc O time pode ser ofensivo quando tem elenco para isso. Quando não tem, é fechar a casinha primeiro. SAF ontem.
DNA ofensivo é a maior babaquice que existe nesse clube, mas sei que parar de usar esse termo é pedir demais das diretorias deste clube.
A maneira de jogar de um clube é aquela a qual os jogadores que existem no elenco permite. No nosso caso é fechadinho igual time pequeno fazendo o Maximo pra pegar 45 pontos. Esse tem que ser o DNA do Santos