
Emerson Palmieri tem contrato com o Olympique até junho de 2027 (Crédito: Reprodução)
O lateral-esquerdo Emerson Palmieri revelou os bastidores da negociação para retornar ao Santos na última janela de transferências. Em entrevista ao 365Scores, o jogador do Olympique de Marseille explicou que chegou a um acordo com o Peixe, mas não recebeu a liberação da equipe francesa por questões técnicas. O atleta também falou sobre a relação com Neymar, a possibilidade de assinar um pré-contrato e o acompanhamento do clube à distância.
Negociação com o Santos não avançou
Emerson explicou que o Marseille disponibilizou alguns jogadores para transferência em razão de um acordo financeiro com a Liga Francesa. Nesse cenário, o Santos resolveu o transfer ban e procurou os representantes do lateral. O jogador contou que aceitou a possibilidade de retorno, mas o clube francês mudou de posição posteriormente.
“O Marseille avisou que ia abrir mão de alguns jogadores por conta de um acordo que tinha feito com a Liga Francesa em relação à parte financeira, e deixou todo mundo disponível. Se tivesse algo que fosse bom para o jogador e para o clube, eles liberariam. Desde o início, eu não tinha interesse de sair do Marseille, me encontro muito bem aqui. Nesse mesmo tempo, o Santos resolveu o problema do transfer ban e entrou em contato com meus empresários. É o time do meu coração, obviamente que ainda tenho vontade de jogar no Santos. Casou bem essas duas coisas (liberação do Marseille e interesse do Santos). Eu tinha me acertado com o Santos. Só que depois o Marseille mudou de ideia e disse ‘não’. Saiu fora do meu controle, tenho um contrato aqui. Apenas acatei o que tinham me passado. Não queriam mais me liberar por questões técnicas, o treinador e o diretor pediram para eu ficar”, afirmou.
Neymar tentou convencer Emerson a voltar
O lateral também comentou a possibilidade de voltar a jogar ao lado de Neymar. Os dois atuaram juntos no início da carreira profissional, antes de o atacante se transferir para o Barcelona. Segundo Emerson, o camisa 10 entrou em contato durante as conversas sobre o retorno ao Peixe e tentou convencê-lo.
“Óbvio que sim (pesou a chance de jogar com Neymar). Isso balança muito. Quando subi para o profissional no Santos, eu tinha 17 anos, o Neymar tinha 19, consegui ainda jogar com ele um ano e pouco, até ele ir para o Barcelona. Hoje, se eu voltasse para o Santos, voltaria mais maduro e seria outro jogador do que foi visto quando eu tinha 17, 18, anos. Voltar para o Santos, acho que um dia vai acontecer, sim. Vai ser um processo natural que vai acabar acontecendo. A gente (eu e Neymar) conversou quando estava para acontecer de eu voltar agora. Trocamos mensagens dois dias. Ele estava querendo me convencer, mas nem precisava me convencer.”
Lateral explica situação contratual no Marseille
Emerson também esclareceu a situação de seu contrato com o clube francês e descartou, neste momento, a possibilidade de assinar um pré-contrato com outra equipe em janeiro. O vínculo possui uma cláusula que permite ao Marseille estender o acordo por mais uma temporada.
“Vejo que sai muito disso, que em janeiro posso assinar o pré-contrato, mas no meu contrato ainda tem uma cláusula e é a opção do Marseille. Se ativar essa cláusula, eu renovo mais um ano. Acredito que em janeiro não posso assinar o pré-contrato, porque não vai ser possível. É uma coisa mais burocrática, o Marseille pode exercer essa cláusula até o fim da temporada. Nunca passou pela minha cabeça a situação do pré-contrato em janeiro com nenhum clube por causa disso. Se acontecer alguma coisa no meio do caminho, aí é outra coisa, mas o presente é jogar essa temporada aqui no Marseille, dar o meu melhor e fazer o que eu posso para ajudar esse time. Em junho, a gente vê se o Marseille vai ativar essa cláusula ou se vai me deixar sair de graça.”
Emerson acompanha o Santos à distância
Mesmo atuando no futebol europeu, o lateral afirmou que mantém o hábito de acompanhar o Santos desde que deixou o clube, ainda no início da carreira. O jogador também avaliou o momento da equipe comandada por Cuca e demonstrou torcida por uma vaga na próxima edição da Libertadores.
“Eu nunca deixei de assistir o Santos, desde que eu saí com 19 para 20 anos até hoje com 32. Se eu não consigo assistir, no dia seguinte vejo os lances, melhores momentos, porque o Santos é o time que eu tenho muito carinho, é o time da minha família, onde eu cresci, minha cidade… Nesses últimos meses, o Santos conseguiu emplacar grandes jogos, montou uma equipe com muita qualidade. Hoje é um time muito forte, não só no papel, mas até em campo, o jeito que está jogando, um time que propõe, posse de bola, criatividade… Isso é mérito do Cuca, não é fácil juntar jogadores bons e fazer todos renderem no mesmo nível. Torço para que, nesses últimos jogos do Brasileiro, o Santos possa chegar numa vaga para a Libertadores.”




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