
Everton Cebolinha vai pegar a camisa 7 do Santos (Crédito: Reprodução)
O atacante Everton Cebolinha foi apresentado pelo Santos em entrevista coletiva nesta quinta-feira (10). O jogador foi apresentado pelo ex-jogador Madson, que entregou a camisa 7 para o atleta. Ele chega após rescindir com o Flamengo, em que tinha vínculo até dezembro, e assinou um contrato curto com o Peixe, válido até o fim da temporada, com possibilidade de renovação.
“Eu tinha situação bem encaminhada na Rússia. O Mattos e outros clubes tinham entrado em contato com meus representantes para entrar entender minha situação. Minha posição sempre foi o desejo de voltar para Europa. Não se concretizou como eu imaginava. Pelo Santos e outros clubes, decidi pelo Santos pela história. Vi que aqui poderia mostrar meu futebol. Tive contato com os meninos só quando cheguei aqui em São Paulo. Falei com o Gabi, com o Neymar, falei por ligação. Antes não tinha falado com ninguém. Mas busquei referências do clube com outros jogadores que já tinham passado. Valorizar o trabalho do Mattos e do presidente que tinham me ligado algumas vezes e isso me fez me sentir prestigiado. Realmente o clube queria contar comigo e isso pesou muito na minha decisão. Optei pelo Santos”, explicou.
“Meu desejo ainda é atuar na Europa. Todo mundo sabe disso. Vivi uma situação bem encaminhada agora para ir para um clube russo, mas junto com a minha família decidimos que não seria o melhor movimento. Não só o Gabi, o Ney, mas tenho amigos dentro do clube, todo elenco. Eu vi que no Santos eu teria a oportunidade que eu precisaria neste restante de temporada, ajudar o clube e senti do clube esse desejo de contar comigo. Foi fácil decidir que seria o melhor movimento de mercado. A cidade muito acolhedora e clube certo para apresentar meu futebol”, completou.
Questionado sobre estar preparado, Cebolinha afirmou que está 100% fisicamente e explicou que não vinha tendo chances do time Rubro-Negro, por isso a escolha de sair. Ainda revelou ter conversado com os dirigentes flamenguistas para não entrar em campo pelo Brasileirão. Os jogadores que atingem 13 jogos pela Série A não podem atuar por outro clube da competição.
“Preparadíssimo. Vinha jogando normalmente, meu último jogo foi contra o Mirassol na quarta-feira retrasada. Pedi para o Boto e o professor Jardim não me colocar no jogo contra o Remo no caso. Tinha negociações com clubes e poderia me prejudicar caso eu jogasse, não poderia ser transferido. Vi a entrevista do Boto. Não creio em uma exclusão minha, mas era o momento de buscar nossos ares. Precisava jogar e talvez no Flamengo não tive essa oportunidade. Ano passado eu terminei o ano muito bem e comecei o ano bem. Teve situações que eu creio que merecia jogar e acabou me chateando um pouco. Queria novos ares, procurar um novo clube, mas sempre respeitando eles e dei meu máximo enquanto estive lá. Não exclusão, mas precisava jogar e talvez lá não ia ter oportunidade de buscar o protagonismo que eu almejava. Aqui no Santos teria essa oportunidade com o elenco e o clube”, completou.
Por fim, Everton ainda falou do contrato curto e comentou sobre cautela. Primeiro, o atacante quer se provar em campo para depois discutir sobre uma possível renovação e não escondeu a empolgação para assumir o protagonismo no clube.
“Um passo de cada vez. São jogadores que queria jogar com eles por mais tempo e outros do elenco. Mas o contrato foi o proposto e tinha situações dentro do Brasil de um tempo de contrato maior e até mais confortável para mim, como foi a do Botafogo, em que eu nem precisaria me mudar de cidade. Mas eu queria um desafio novo e o frio na barriga. Buscar meu espaço, dar meu máximo até o último dia do meu contrato. Se for pra ficar, vou analisar, espero que eu seja feliz aqui e tenha essa oportunidade assim como os outros jogadores. Vou mostrar dentro de campo se mereço ficar ou não marcando gols, dando assistências e quem sabe com um título”, concluiu.




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