
Anderson Daronco apitou o jogo entre Santos e Flamengo (Crédito: Raul Baretta/Santos FC)
O Flamengo divulgou uma nota repudiando a atuação da arbitragem no empate com o Santos em 2 a 2, na Vila Belmiro, pela 29ª rodada do Brasileirão, nesta quinta-feira (08). Na partida, o Rubro-Negro fez os gols no primeiro tempo, mas na segunda etapa acontece um lance polêmica. O atacante Rony, do Peixe, rouba a bola do volante Jorginho, do Rubro-Negro, que caido na linha da grande área toca com a mão na bola.
À princípio, o árbitro Anderson Daronco marcou falta fora da área com muita reclamação de ambos os lados. Na espera da decisão do VAR, o jogo ficou parado em quase 10 minutos, sendo a paralisação mais longa da história do VAR no Brasileirão. Rodolpho Toski Marques, comandante do VAR, para o árbitro para olhar a imagem no vídeo e Daronco muda a decisão marcando pênalti e expulsando o meio-campitta flamenguista.
Na cobrança, o meia-atacante Neymar Jr diminui o prejuízo aos santistas. Em menos de dez minutos, o Alvinegro tem outra falta no ataque e faz uma jogada ensaiada, no qual coloca o atacante Gabriel Barbosa dentro da área em condição de finalizar ou fazer o cruzamento, mas o centroavante do Santos sofre falta dentro da área. Daronco marca o pênalti imediamente. Neymar Jr marcou novamente o outro de pênalti ao Peixe.
Em nota, a diretoria do Flamengo reclamou da atuação da equipe de arbitragem e acredita que poderia ter acontecido outras punições dentro do jogo. O meia-atacante Barreal, do Alvinegro, sofreu amarelo em falta sobre o meia-atacante Carrascal. O Rubro-Negro queria vermelho no lance. Além disso, o time flamenguista afirma que não tem falta no início da jogada que gera o segundo pênalti aos santistas.
Na coletiva após o jogo, o técnico Leonardo Jardim criticou a arbitragem, mas viu os penalidades corretas.
Veja a arbitragem de Santos e Flamengo:
- Arbitro: Anderson Daronco – RS
- Arbitro Assistente 1: Michael Stanislau – RS
- Arbitro Assistente 2: Leone Carvalho Rocha – GO
- Quarto Arbitro: Emerson Souza Silva – BA
- Assessor: Kleber Lucio Gil – BR
- VAR: Rodolpho Toski Marques – PR
- AVAR: Luciano Roggenbaum – PR
- AVAR2: Rafael Martins Diniz – DF
- Observador de VAR: Italo Medeiros de Azevedo – BR
- Quality manager: Nayara Pereira dos Santos – BR
Veja a nota do Flamengo:
A atuação de Anderson Daronco, árbitro de campo na partida entre Flamengo e Santos, e Rodolpho Toski Marques, responsável pelo VAR, foi marcada por erros graves, falta de critério e completa ausência de autoridade para conter a pressão exercida pelos jogadores do Santos ao longo do jogo.
Ainda no primeiro tempo, Barreal protagonizou uma entrada violenta sobre Carrascal, em lance claro de jogo brusco grave, com as travas da chuteira em força alta atingindo a parte posterior da perna. Em qualquer campeonato do mundo resultaria em expulsão. Daronco aplicou apenas o cartão amarelo, enquanto o VAR sequer recomendou uma revisão.
Na segunda etapa, o Flamengo foi triplamente prejudicado em um único lance. Após um toque de braço de Jorginho, sem qualquer movimento deliberado, Daronco marcou falta e aplicou cartão amarelo. Depois de uma intervenção desastrosa do VAR, a decisão foi alterada para pênalti e expulsão. Além das duas punições discutíveis, a partida ficou paralisada por 9 minutos e 56 segundos, recorde de interrupção em um lance com intervenção do VAR na história do Brasileirão.
A demora expôs a insegurança da arbitragem, prejudicou o andamento do jogo e trouxe consequências que vão além da partida. O Flamengo não apenas ficou com um jogador a menos em campo, como também perderá Jorginho para o próximo compromisso, em plena reta final da disputa pelo título. Como justificar tamanha punição em um lance que gerou tantas dúvidas, a ponto de exigir quase dez minutos para uma decisão? Uma arbitragem cercada de incertezas não pode impor consequências tão severas a um clube e seu jogador em um momento decisivo da competição.
Poucos minutos depois, um novo pênalti foi marcado para o Santos, desta vez por infração de Luiz Araújo. No entanto, a falta que deu origem à jogada simplesmente não existiu. As imagens são claras e comprovam o erro, que acabou resultando no segundo gol de pênalti do adversário.
Além dos lances citados, Daronco e Toski demonstraram falta de uniformidade nos critérios, alternando o rigor ao longo da partida, aparentemente em reação às mudanças no placar. As regras não podem mudar de acordo com as circunstâncias do jogo. Curiosamente, os mesmos profissionais estão escalados para atuar no próximo domingo, no clássico entre Palmeiras e Corinthians, partida de um concorrente direto do Flamengo na disputa pelo título.
Os números do Brasileirão ajudam a dimensionar as distorções e a falta de critério. Em 29 jogos, o Flamengo acumula sete expulsões, sendo o segundo clube com mais cartões vermelhos na competição. Ao mesmo tempo, ocupa a 17ª posição no ranking de faltas cometidas e lidera a média de tempo de bola rolando. Os dados evidenciam, no mínimo, uma incoerência nas punições: o Flamengo é um dos três times que menos cometem faltas no campeonato e, ainda assim, o segundo que mais recebe cartões vermelhos.
O Flamengo trabalha com seriedade e trata o futebol com a responsabilidade que ele merece. Não reivindica privilégios. Exige apenas que as regras sejam cumpridas com rigor, coerência e imparcialidade. Neste ano, o clube representa o Brasil e a América do Sul entre os cinco finalistas ao prêmio de Melhor Clube Masculino do Ano da Bola de Ouro (Ballon d’Or), a mais prestigiada premiação do futebol mundial. Um reconhecimento que simboliza o retorno da imagem do futebol brasileiro ao lugar de destaque que jamais deveria ter perdido.
Não é aceitável que, em um campeonato tão equilibrado, erros de arbitragem continuem interferindo diretamente nos resultados da competição e manchando a imagem do futebol brasileiro dentro e fora do país.




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