Gabigol tem contrato de empréstimo com o Santos até o fim do ano (Crédito: Raul Baretta/Santos FC)

O atacante Gabriel Barbosa afirmou que ninguém entrou em contato com ele para discutir uma possível renovação com o Santos. O camisa 9 pertencente ao Cruzeiro, mas está emprestado ao Peixe até o fim deste ano. O jogador comentou sobre os boatos que saem nas redes sociais e afirma lidar bem com a incerteza de quem vai defender na temporada de 2027.

“Ninguém falou comigo. Nem do Santos, nem do Cruzeiro. É legal que eu vejo que o Santos foi até BH falar com o Cruzeiro (risos). Se estão fazendo, eu não sei. Eu não sei o que vai ser ano que vem. Eu acho que eu preciso jogar bem no Santos. No final acaba sendo a mesma coisa: pode ser que eu fique, pode ser que eu vá embora, então quero aproveitar todos os jogos com a camisa do Santos. Pode ser também a última vez que eu jogue com o Ney, ele tem 34 anos, não sei se vai dar tempo de a gente se encontrar de novo. O Coutinho tem 34 anos, será que eu vou jogar com o Coutinho e o Neymar de novo? Com o Rodinei, com o Arão, com quem joguei no Flamengo? Então tento aproveitar todo treino, todo jogo. Será que um dia eu vou jogar no Santos de novo? Então eu tento sempre aproveitar e desfrutar do que está acontecendo”, afirmou ao quadro Abre Aspas do Globo Esporte.

Questionado sobre ter preferência de onde jogar, o centroavante afirma que ama o Alvinegro, mas ressalta que pode ser feliz em diversos lugares. Artilheiro santista na temporada, Gabigol foi elogiado pelo técnico Carlo Ancelotti e não descarta possibilidade de outras negociações. Em 49 jogos, são 25 gols e 11 assistências.

“Eu posso ser feliz em vários lugares. É muita coisa que falta. Eu tenho mais dois anos de contrato com o Cruzeiro. O Cruzeiro também é uma equipe muito grande, que está em terceiro no Brasileiro. Eu amo muito o Santos. São muitos fatores que têm que acontecer para as coisas aflorarem. Não conversei nada sobre isso com ninguém do Cruzeiro, com ninguém do Santos. As únicas coisas que acontecem é que o meu empresário às vezes me liga perguntando que teve interesse dos Estados Unidos, interesse da Turquia, “Como é que seria? Ok? Não? Como é que a gente faz? Pode ser? Não pode?”. Só isso. Mas não sei o que vai acontecer. Eu juro por Deus. Talvez eu renove o apartamento que moro, não sei se vou atrás de outra casa”, reforçou.

Por fim, ainda comentou sobre o bom clima que vive na Baixada Santista e que seria um fator decisivo para uma possibilidade de ficar no clube. Além de ter a identificação com o clube, ressaltou sobre se sentir como torcedor.

“Sem dúvida, eu acho que jogar com pessoas que você ama, que as famílias se conhecem, que sai do jogo e cada um vai para a casa do outro, quando tem folga sai junto, vai ao circo junto, vai para casa… A gente está com o projeto agora de ir na feira, comer um pastel, tomar caldo de cana. Então, acaba que você está jogando com amigos, com pessoas que gostam de você, você sabe que não vai ter nenhum ego, nenhuma vaidade que vá atrapalhar, independentemente de quem fique no banco, todo mundo está torcendo. E no final a gente só quer vencer e se divertir, e dar alegria para o torcedor”, completou.